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terça-feira, setembro 30, 2003

Defendo que a evolução nos deu informações capazes de criar um sem número de curiosidades que antes pareciam completamente descabidas. Lembrem-se do célebro caso da forma da Terra.
Mas agora virem-me dizer que o sexo dos bebés pode depender da Economia já é um exagero!!
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Working Class Hero
John Lennon

As soon as your born they make you feel small
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all
Working Class Hero is something to be
Working Class Hero is something to be

They hurt you at home and they hit you at school
They hate you if you're clever and despise a fool
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules
Working Class Hero is something to be
Working Class Hero is something to be

When they've tortured and scared you for 20 odd years
Then they expect you to pick a career
When you can't really function you're so full of fear
Working Class Hero is something to be
Working Class Hero is something to be

Keep you doped with religon, sex and T.V.
And you think you're so clever and classless and free
But you're still fucking peasents as far as I can see
Working Class Hero is something to be
Working Class Hero is something to be

There's room at the top I'm telling you still
But first you must learn how to smile as you kill
If you want to be like the folks on the hill
Working Class Hero is something to be

Yes , A Working Class Hero is something to be
If you want to be a hero well just follow me
If you want to be a hero well just follow me

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Grande sofrimento para os sportinguistas ontem! Mas valeu a pena! Vitórias como aquela ainda sabem melhor e Tello, pelo jogo magnífico que realizou, mereceu inteiramente aquele momento de inspiração e sorte. A superioridade do Sporting nem se põe em causa, o Gil fez dois remates em todo o jogo. Limitou-se a defender e nem o contra-ataque foi opção para os homens de Barcelos. Mário Reis devia ter vergonha de apresentar uma equipa tão virada para a defesa e para o não-futebol, mas pronto, cada um sabe o que faz.
Mas esta semana as arbitragens continuaram em foco. O já gasto escorregar de Jorge Costa frente ao Guimarães foi nítido, toda a gente o viu, mas o árbitro preferiu decidir em favor ao Porto e anular o golo a João Tomás. A Académica viu um penalti ser perdoado ao Belenenses e, como cereja no topo do bolo, ainda sofreu um golo onde Antchouet estava uns bons metros fora de jogo. Também o Marítimo tem razões de queixa, uma vez que não assinalaram um penalti a seu favor, que empataria o jogo na Reboleira.
Vendo bem é o costume. Mas o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, Luís GUilherme parece achar tudo normal. O que ele não compreende é porque é que os árbitros são crucificados pelos seus erros, quando jogadores e treinadores também erram. Só para lhe lembrar, tanto jogadores como treinadores têem contractos a clubes, e poderão ser despedidos ou baixar ordenados se os erros acontecerem. Os jogadores têem de lutar por jogar no clube e com erros, tal não acontece. Os árbitros por mais que errem voltam sempre a apitar, como se nada tivesse acontecido. Talvez se isso mudasse, mudaria também a sua atitude.
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segunda-feira, setembro 29, 2003

The Birth of Venus
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Hoje foi um dia repressivo. Andar de um lado para outro, apanhar não sei quantos autocarros diferentes, esperar em filas exasperantes, pedir papéis num lado, entregá-los noutro, fumar desenfreadamente e por puro vício. Parecia que o futuro desaparecia, o dia interminável reprimiu-me a modo de não conseguir pensar no que fiz e no que farei. Foi deseperante. E quando todo o nosso grupo está dessa maneira, a propagação deste vírus é ainda maior. Às vezes parece que já nada interessa, nada motiva, nada inova, nada é realmente importante. Nunca sentiram aquele peso nas costas brutal, enebriante e demencial, que nos torna num morto-vivo, sem rumo nem destino? Um peso sobre a vida. À medida que tomamos consciência do nosso ser, da nossa existência, ela atormenta-nos ainda mais, de forma tão dura que se torna insuportável. E hoje foi insuportável.
Tenho de retomar a leitura d'"A Náusea" do Jean Paul Sartre. Rever-me no seu existencialismo humanista sempre ajuda.
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domingo, setembro 28, 2003

Rolling Stones


Nem tenho palavras para descrever o espectáculo de ontem.
Coimbra estava inesquecível. Em 18 anos e meio de vida, nunca a tinha visto daquela maneira. Milhares de pessoas, milhares de estilos, milhares de vozes, milhares de sorrisos emprestavam a Coimbra um colorido frenético, alegre e ruídoso.
A minha casa fica a uns 500 metros do estádio e assiti ao emergir da excitação, por volta das quatro da tarde.
Também saí cedo, para apanhar um bom lugar. O meu metro e setenta e quatro podia não ser suficiente para ver as acrobacias do Mick e ao fundo do relvado os quatro Stones deviam parecer pontinhos escuros, perdidos no meio de um palco gigante.
Furando um bocado fiquei bem perto do palco, desde o início dos Xutos, desdo o início da festa.
Os Xutos estiveram excelentes. Apenas meia-hora, mas tocaram as minha preferidas: Circo de Feras e Vida Malvada. Se compararmos os Xutos com as bandas rock de sucesso da actualidade, tipo Nickelback, Creed, Limp Bizkit, que não passam do mesmo, temos de reconhecer o ENORME valor da banda portuguesa. Um amigo meu diz que vai abrir o clube de fãs dos Xutos na América, porque não há o direito de com tanto talento serem desconhecidos no estrangeiro!
Os Primal Scream são uma grande grande banda. No entanto, o espírito foi-se um pouco abaixo na sua actuação. Para além da expectativa na entrada dos Stones, muita gente desconhecia por completo a banda britânica. Rocks foi, sem dúvidas, um grande momento.
Os Rolling Stones. Os Rolling Stones foi tudo. A entrada, os efeitos, as músicas escolhidas, a performance em palco... Tudo foi excelente, megalómano. Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Woods e Charlie Watts não podem ter mais de 60 anos. É extraordinário a energia posta em palco, expecialmente pelo Mick claro. Fez questão em percorrer vezes sem conta o palco, o maior da Europa, dançando de forma alucinante. Dominou completamente a noite e a audiência.
O pontapé de saída foi com Brown Sugar. Lindo. O palco sobe, os ecrãs, que se moviam durante todo o espectáculo, também, e as palmas ouviram-se em todo o estádio. Rapidamente Star Me Up transforma a entrada dos mí­ticos numa verdadeira apoteose. You Got Me Rocking e Can't Stop antecederam o momento mais introspectivo e intimista da noite. Angie foi entoada em coro por quase todo o estádio de isqueiros acesos. As restantes músicas escolhidas foram bastante fortes. You Can´t Always Get What You Want foi outro momento fortí­ssimo, que foi, de seguida, abafado pelo melhor da noite: Sympathy for the Devil. Para além da maravilha que é a música, ela foi acompanhada de enormes chamas que saí­am do topo do palco no refrão, aquecendo ainda mais o ambiente. Mais à frente, a banda dirigiu-se ao pequeno palco situado já no meio do relvado, onde tocaram It's Only Rock & Roll, Just Like A Rolling Stone e Street Fighting Man. De regresso ao palco principal, foi a vez de Paint It Black, para mim a melhor música dos Stones, que me deixou arrepiado. I Can´t Get No Satisfaction provocou mais uma vez o delí­rio e foi com pena que assisti ao fogo de artifí­co final.
Depois de tantas Latadas e Queimas das Fitas, System of a Down e Guano Apes, este foi, clara e obviamente, o melhor concerto que já assisti. 45 mil pessoas num estádio lindo, imaginem esta visão de sonho, assistiram ao apelidado "maior espectáculo de sempre em Portugal". E eu estava lá.
Uma autêntica experiência de vida.
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sábado, setembro 27, 2003

Calvin & Hobbes
Também sofro desse problema Calvin. Tem calma...
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O árbitro Martins dos Santos havia dado uma entrevista a um jornal de Gaia à pouco tempo, confirmando o seu portismo. Alega que acima de tudo não esconde a verdade e dela não tem medo!
Acho bem. Mas não era preciso reforçar o seu portismo dentro das quatro linhas, não acham?
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E o grande dia chegou. É uma da tarde e já anda tudo numa roda viva aqui em Coimbra por causa dos Rolling Stones. A confusão no Eurostadium (que nome foleiro para o raio do estádio novo) já é muita, nem imagino como será logo. Combinei às cinco lá perto, uma vez que as portas abrem às seis. Não sei se será um pouco tarde...
Tou em pulgas!!!!
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Grandes revoluções estão prestes a ser operadas na Igreja. Se é que se pode chamar a revolução a andar ainda mais para trás no tempo. Nunca pensei que a Igreja pudesse ser ainda mais rígida, mais tradicionalista, mais anti-progresso, mais burrinha, mas pelos vistos foi mesmo verdade. Embora pareça que o Papa ainda não aprovou estas novas leis, também o coitado começa a estar sem condições de aprovar seja o que seja, tudo indica que estas vão mesmo para a frente. Assim, entre as novas resoluções propostas, vai ser proíbido bater palmas na igreja e também dançar na dita cuja. Pobre Padre Borga, nunca mais vai ser o mesmo com tantos condicionalismos! As mulheres vão ser proíbidas de estar no coro ou muito perto do padre, diminuindo a sua participação na missa a meras ouvintes.
Nunca foi à missa, com excepção de casamentos, e sou agnóstico. Por isso, estas medidas em nada me afectam. Penso, no entanto, que é incrível que uma instituição que deveria progredir e acompanhar a evolução de mentalidades, regrida cada vez mais. Talvez para o ano volte a Inquisição.
Bartoon
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sexta-feira, setembro 26, 2003

O PS formaria governo se Portugal fosse hoje a votos. Segundo sondagem promovida pelo Diário de Notícias, o PS subiu 6,7 pontos, até aos 42,8 e o PSD desceu 5,7 pontos, até aos 37,6. Francamente positivo para alguém marcadamente de esquerda como eu, foi a subida do Bloco de Esquerda para o terceiro lugar do "ranking" político, à frente de PP e PCP. Agora que já tenho idade para votar, o BE pode contar também com o meu voto nas futuras eleições! Obviamente que a popularidade dos ministros deste governo foi igualmetne bastante abaixo. Paulo Portas foi o mais atingido este Verão e desceu 30 pontos na sua popularidade. Porque será?

Por ser de extrema-direita? Por ser xenófobo? Por ser elitista? Boas razões, digo eu...
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quinta-feira, setembro 25, 2003

Maravilha. Toda a gente sabe que a maioria dos homens tem alguma dificuldade no que toca a tarefas domésticas. Ora em Munique estão a dar cursos sobre a máquina de lavar roupa a homens com problemas neste sector fulcral do bem-estar no lar. Melhor ainda: este grande curso ensina a separar as roupas brancas das com cores. Fantástico.
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São 11 e pouco e está a dar o Habla Con Ella na televisão. É fantástico, Almodóvar no seu melhor. O momento em que Caetano Veloso canta é deslumbrante, assim como a peça de teatro inicial. Profundamente tocante, Habla Con Ella leva 8,5 em 10.
Quem já viu, vamos rever. Quem não viu, não perca a oportunidade.
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Ontem as coisas nem correram mal para as equipas portuguesas na UEFA. O SPorting voltou às boas exibições, embora aquele Malmöe também colaborasse muito. Mesmo assim, o 2-0 fica a saber a pouco se olharmos para a supermacia evidente dos leoninos. A eliminatória poderia ter ficado decidida ontem, em Alvalade XXI. O Leiria também venceu, mas pela vantagem mínima. O 1-0 em Portugal não deixa grande segurança para o jogo na Noruega, que se adivinha bem complicado. Finalmente o Benfica foi a ovelha negra desta quarta-feira europeia. Com uma exibição fraquinha fraquinha frente à equipa mais pequena das três adversárias dos conjuntos portugueses. O 1-1 fora e a qualidade superior do Benfica não me parece pôr em causa a passagem à 2º elimatória, mas podiam e deviam ter feito melhor. Mas quando vejo Camacho a dizer que o resultado foi bom, fico bem mais descançado...
Bolas, continuo a pedir mais ambição! O ano passado o Porto venceu esta competição e este ano Camacho diz que já é bom empatar na 1º eliminatória contra os desconhecidos La Louvière. Lá mais para a frente, contra as equipas mais fortes, perder por pouco será um bom resultado?
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quarta-feira, setembro 24, 2003

At the Edge of the Sun
Quando vou ao site da NASA, para além descobrir curiosidades como o facto de Alan Shepard ser o único homem que deu uma tacada de golfe na lua, durante a expedição Apollo 14 (facto que mudou a minha vida, diga-se de passagem), observo imagens explendorosas como esta.
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Depois da cabala contra a minha integridade física, provocada pelos acidentes que eles me infligiram recentemente, como já sabem, nova conspiração se abate sobre a minha pessoa. Desta vez é um ataque do transcendente. E logo comigo, que não acredito em nada de parecido...
Ora depois do panfleto da suposta "bruxa" milagrosa, hoje as testemunhas de Jeová decidiram chagar-me a vida na rua. Já todos nós tivemos esta experiência terrível, mas estas eram particularmente aborrecidas. No fim, deram-me um livrinho com um título hilariante: Conhecimento que nos leva à vida eterna. Tão apelativo que, desta vez, comecei a ler. Fiquei incrédulo! Como é possí­vel que haja pessoas que realmente acreditem em frases do tipo: A ciência explica o envelhicemento e a morte com a teoria o envelhicemento das células. Mas nós sabemos que isso não é verdade. Para além, claro, das reboscadas histórias de Satanás com Adão e Eva, os nossos "pais", no Jardim do Éden.. Bem, numa palavra, incrí­vel.
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Tanta burocracia. Bolas, para uma pessoa se matricular no raio da Universidade, precisa de um curso!
-Agora vais buscar aquel papael ali, depois andas mais dez quilometros e vais buscar outro, depois fazes uma micro, depois isto, depois aquilo.
Bah!!
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Ontem nem vos disse. Lá entrei para a universidade. Como a média de Informática estava completamente ao meu alcance, a entrada já era esperada.
Hoje de manhã fomos visitar a nossa antiga escola. Alegria, saudade e melancolia tudo misturado, é um sentimento tão estranho...
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terça-feira, setembro 23, 2003

Pink


No outro dia falei do beijo da Madonna às rainhas da popalhada americana Aguilera e Britney. Mas fui injusto, pois falei como que se atribuísse à Madonna o exclusivo de tal ideia. Ora a senhora Pink veio defender os beijos trocados entre as três cantoras, mas frisando que já tinha beijado Aguilera numa entrega de prémios da MTV há três anos atrás, vejam lá. É injusto ninguém saber disto, coitada. Pink acrescentou que adora sexo e é uma pessoa sem limites. E faz ela muito bem!
Mais uma vez, mil desculpas Pink. O protoganismo devia ter sido teu.

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Boas estreias de cinema. Nascido Para Ganhar e Adeus Lenine parecem ser bastante bons.
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Recebi um papelzinho no correio que me encheu de satisfação. Era publicidade a uma "bruxa" que estava a dar "Consultas espirituais grátis". Não posso perder esta oportunidade, pensei eu! É que curava problemas sentimentais, espirituais, saúde, financeiros, depressões, injevas, pragas, desmaios, maus casamentos, problemas com bruxedos e inclusivé, e isto e que me marcou mais, maldições heriditárias. Pois é, maldições heriditárias. E eu que pensava que só se podia amaldiçoar uma pessoa? Afinal à bruxos tão maus que amaldiçoam toda a descendência! Isto devia ser proibído pela Ordem Internacional dos Bruxos! As pobres criancinhas nascem amaldiçoadas e vivem amaldiçoadas, sem terem a culpa das asneiras dos seus pais! Não se faz uma coisa destas. Mas esta "bruxa" de Coimbra salva estas situações!
Outra coisa engraçada é uma breve nota no panfleto. Diz que no caso de problemas familiares ou sentimentais deve-se trazer uma fotografia da pessoa em causa... Ou seja, com fotografia ela não falha os seus feitiços! Fiquei muito bem impressionado com esta "bruxa", sim senhor!
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Para pores em piloto automático, tens de aprender primeiro a voar
É o que se extrai de uma noite de conversa entre amigos.
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segunda-feira, setembro 22, 2003

William Blake foi um pintor e escritor inglês. Viveu no século XVIII e foi um romântico acérrimo. A sua obra literária mais conhecida é Auguries of Innocence, onde figura a seguinte quadra:
To see a World in a Grain of Sand
And a Heaven in a Wild Flower,
Hold Infinity in the palm of your hand
And Eternity in an hour.

Como pintor dispensa comentários:
Whirlwind of Lovers
The Great Red Dragon and the Woman Clothed in Sun
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Segundo uma votação da revista Actual e alguns dos colaboradores do Expresso, elaborou-se a lista das 50 personalidades mais importantes da culutra portuguesa neste momento. A vitoriosa foi a pianista Maria João Pires. Mas o que me enceu de contentamento foi a 42º posição de Adolfo Luxúria Canibal. O vocalista e letrista dos Mão Morta, a melhor banda portuguesa de sempre, merece.
Confesso que mais uma vez constatei a minha ignorância, pois havia algumas personagens nesta tão importante lista que eu desconhecia. Mas está-se sempre a aprender não é verdade?
Dêem uma vista ao TOP 10:
1-Maria João Pires, pianista
2-Álvaro Siza Vieira, arquitecto
3-Paula Rego, pintora
4-Herberto Helder, escritor
5-Eduardo Lourenço, escritor
6-Júlio Pomar, pintor
7-António Damásio, escritor e psicólogo
8-Sophia ed Mello Breyner Andreden, escritora
9-José Saramago, escritor
10-Agustina Bessa-Luís, escritora
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Neste mundo há cada maníaco, que só me faz pensar que as coisas neste planeta não podem mesmo andar bem. Não é que o francês Christophe Fauviau drogava os adversários dos seus filhos, de modo a que eles vencenssem as suas partidinhas de ténis? Fauviau, um ex-militar, terá alterado a água dos adversários de Valentine e Maxime, de 13 e 16 anos respectivamente, com um ansiolítico que causa sono. As garrafas "envenenadas" eram guardadas no clube onde os miúdos regularmente jogavam. Ora o que não estava nos planos era que um professor de ténis bebesse dessas garrafas, acabando por ter um acidente de carro devido à sonolência. Fauviau, que já era suspeito, foi imediatamente acusado. Parece que a sua filha Valentine até era a número um francesa e tanto ela como o seu irmão desconheciam as maroscas, agora fatais, do seu pai.
O cúmulo da superprotecção aos filhos.
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Madonna é no mínimo uma pessoa contraditória. Depois dos seus recentes e escandalosos beijos a Britney Spears e Aguilera, agora lançou um livro com cinco contos para crianças, de seu nome As Rosas Inglesas. Isto para já não falar dos seus antigos videoclips, que devem ser postos bem longe das criancinhas impressionáveis.
Estou a brincar, mas nunca gostei dela. Madonna sempre me pareceu marcadamente comercial, mudando conforme o mercado exigia.
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domingo, setembro 21, 2003

São cada vez mais óbvias as vertentes bem vincadas de extrema-direita do Paulo Portas. Depois daquela tirada dos portugueses estarem primeiro ao nível dos empregos, tirei as minhas dúvidas (se é que alguma restava). Actualmente praticamente todos os países têm um Le Pen mais ou menos assumido. No entanto poucos devem ser os que o têm no governo.
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Calvin&Hobbes
E o Verão a fugir-nos a passos largos...
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O nosso Figo foi assaltado. Quando soube fiquei indignado! Já não basta o rapaz passar por extremas dificuldades financeiras, como ainda lhe roubam objectos de "algum valor" na sua modesta casa. Não se faz!
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Assim que o Moreirense marcou saí da sala a gritar que tinha sido falta antes. Atirei com o que vi à minha frente ao chão. Aceitava o empate, o Moreirense jogou bem, mas perder devido a erros consecutivos de um pseudo-árbitro enche-me de raiva. Sempre soube a notória falta de jeito para arbitrar um jogo de futebol de Martins dos Santos, mas agora está ainda pior. Se antes era muito rígido, agora não marca as faltas. Não percebo. E irrita-me os comentadores falarem de "critério do árbitro". Então o critério do árbitro foi não assinalar metade das faltas que o jogo teve, inclusive dois penalties nítidos a favor do Sporting e a falta sobre Polga que precedeu o golo dos minhotos? O critério do árbitro foi desrespeitar as regras do futebol e prejudicar gravemente o Sporting? Se foi esse o critério, então Martins dos Santos esteve bem.
Não quero com isto desculpar o Sporting. Não jogou nada na primeira parte, mas a verdade é que teve uma enorme infelicidade na segunda parte, onde ganhou o domínio absoluto do jogo e contou com duas bolas nos ferros.
A minha teoria mantém-se desde o início da época. Embora seja sportinguista ferrenho, sei que o Sporting não tem condições para lutar por títulos este ano. Mais uma razão para não ser necessário dificultar ainda mais a tarefa dos lagartos com intervenções erradas de terceiros.
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sábado, setembro 20, 2003

O Chirac e o Schroeder são os melhores amigos que eu já vi! A mim, sempre disseram que os amigos são para as ocasiões, mas cedo percebi que eles dependem é das ocasiões...
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Marte entre rocha Elefante



E Marte aqui tão perto.
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Sinal de burrice é cometer os mesmos erros duas vezes. E quando esses erros são cometidos em curto espaço de tempo, ainda é pior. É esta burrice que o Governo insiste em mostrar no que diz respeito ao fogos florestais. Nem o flagelo de Julho/Agosto foi mote para melhorias neste campo. Estou a ver que ainda vou ter de ir combater fogos outra vez perto da terra dos meus avós...
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Meti-me numa aventura ontem, ver o Dracula 2 - The Ascension. Supostamente seria a sequela do não menos estúpido Dracula 2000. Para abrilhantar a cena, o realizador deste novo filme é Wes Craven, esse maníaco. Quem teve a ideia (e a demência) para fazer uma triologia como Scream só pode ser visto como psicopata, pelo menos na minha óptica. Mas pronto, em abono da verdade este novo filme nem mostrava a violência gratuita imbecil que tanto celebrizou os Screams. O grande problema foi mesmo a falta de imaginação gritante que revestiu o argumento. Para além dos normais clichés dos filmes de vampiros (luz do sol, estacas, água benta, etc.) , havia um ser meio vampiro meio homem, que aniquilava os outros vampiros. Tinham as forças dos vampiros e não tinha as suas fraquezas. Ora pregunto-vos se nunca viram esta ideia noutro filme, tipo Blade, não sei? Plágio puro. Mesmo que gostem muito de histórias vampirescas evitem este filme, a sério. Alugem o Dracula do Francis Ford Coppola ou a Entrevista com o Vampiro que valem mesmo a pena. Nota 1 de 0 a 10.
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Peço aos benfiquistas calma. Tenham calma que o vosso SLB ainda vai ganhar.

Só que não é este fim-de-semana!
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sexta-feira, setembro 19, 2003

Pois é. Eles estão a planear algo no nosso país. Depois de ter ouvido pequenos sussurros de conversas abafadas, li a notícia que clarificou tudo. A AL-Jazira pretende direitos de transmissão do Euro-2004. É óbvio que se prepara terrorismo no nosso país! Que raio é que os árabes têm haver com um campeonato EUROPEU? A não ser que o Bin Laden goste de futebol, não tenho dúvidas que é um pretexto para acções menos correctas no nosso campeonato! Ninguém engana ou confunde A Conspiração. Acreditem!
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Tinha eu acabado de ver a etapa de hoje da Volta a Espanha, era contra-relógio, e decidi fazer um zapping. Parei na Sic Radical, numa série que nunca tinha visto. O seu estilo muito lynchiano chamou-me a atenção (David Lynch é o meu realizador preferido) e fiquei a ver. E adorei. O nome da série é Push, Nevada. Era o primeiro de sete episódios de uma hora, inseridos na nova grelha da SicRadical. Rumei ao site radical, para ver que mais (boas) surpresas nos reserva a remodelada programação do canal. Felizmente foram muitas e boas. O Gato Fedorento de Ricardo Araújo Pereira e José Diogo Quintela tem, agora, um programa próprio, o 3º Calhau a Contar do Sol tem reposição garantida, o Troma Rija, uma produção provocadora da também provocante Troma, vai, decerto, arrasar e o velhinho Macgyver é sempre bom de rever. Novas séries de valor a confirmar, como Imperiais e Batatas Fritas ou Diz-me Algo Que Eu Não Saiba, também me parecem bem excitantes. De resto, a manutenção do Homem do Conspiração, do Perfeito Anormal, do Príncipe de Belair, do MAD Tv, do tão querido CC são de salutar. Parabéns à SIC.
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No panorama do hip-hop nacional têm surgido este ano novos e bons álbuns. Ace dos Mind Da Gap lanço este ano o primeiro disco a solo, de seu nome Intensamente. As produções ficaram a cargo da AceProductions e usufruiu de colaborações do amigo de todas as horas Presto (Mind Da Gap) e dos dealemáticos Mundo e Maze. Penso que o álbum tem uma qualidade inegável. Para mim o hip-hop nortenho, principalmente Porto e Gaia, ultrapassou em muito a qualidade do da zona sul. É mais elaborado, mais profundo, mais adulto e o Ace é um dos mc's mais inteligentes do nosso país. E este projecto prova-o completamente. Também vindo do norte chega um rapaz de 22 anos de seu nome Fidbek. Recentemente integrado nos Matazoo (Marinez, kiko e Chemega), grupo nortenho de importância quase vital no desenvolvimento do hip-hop nacional, gravou um álbum a solo, o Erro Musical. Extremamente crítico, o álbum foi uma surpresa agradabilíssima para mim. A produção ficou a cargo do alentejano Viruz e conta com colaborações de Martinez, Kiko, Brigadeiro Mata Frakuxz, Viruz e Besegol nos pratos. Mais abaixo no mapa, D-Mars dos já conhecidos Micro lançou também ele um álbum a solo, o Filho da Selva. J-Cap assinalou este ano o seu primeiro lançamento, com o disco Esperança. De referir que estes quatro álbuns de 2003 têm todos videoclip e estão a ser relativamente bem promovidos por canais televisivos como o Sol Música. Ainda para saír no ano transacto estão dois álbuns que, pelo menos em expectativa, figuram-se dos projectos mais importantes de sempre no hip-hop nacional. Falo do primeiro álbum "a sério" dos maravilhosos Dealema e do segundo disco dos Matazoo. Ambos vindo do norte, não se esqueçam!
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Ontem nos telejornais da noite, os blogs assumiram o protagonismo. Na RTP1 referenciou-se o 1º grande encontro dos bloggers portugueses. Embora tenha sido uma pequena reportagem, foi mais uma forma de dar a conhecer este mundo em contínuo desenvolvimento. A SIC referenciou o tão falado Muito Mentiroso, que está a agitar não só a nossa blogosfera, como a própria sociedade portuguesa. Para os poucos que ainda não o conhecem, o autor deste blog diz receber correspondência de um grupo de pessoas com informações sobre o caso Casa Pia, que, pelos vistos, estão por dentro dos meandros dessa grande embrulhada. Se é verdade ou não, é a questão que toda a gente põe. O nome do blog é suspeito e constantemente é dito "Não acreditem em nada do que digo. Sou muito mentiroso". A verdade é que me parece tudo uma grande brincadeira de mau gosto. Mas não vale a pena especular sobre o caso, apenas dizer que é má publicidade para a blogosfera. Devido às suas acusações, à primeira vista infundadas, já há quem comece a defender a censura nos blogues. É pena.
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Bah pergunto-me se eles conspiram contra mim? Não é que dei uma valente queda de bicicleta hoje à tarde? Ia a descer uma ladeira (a uma velocidade considerável, confesso), quando me deparo com uma curva completamente cheia de areia. Durante uns segundos ainda pude equacionar na minha cabeça o doloroso dilema: ou travar de modo a poder dar a curva, mas correndo sérios riscos de derrapar ou não travar (logo não derrapar, não é?), mas embater violentamente contra a parede. Fui pela primeira hipótese e derrapei mesmo. Grande queda, grandes reviralvoltas no chão, alguns metros a derrapar naquela areia misturada no asfaltoe outras cenas macacas que me escuso a referir, puseram-me num estado um tanto ao quanto lastimoso. Cara, tronco e pernas estão bastante esfacelados. Mas vocês ainda não sabem da melhor. Ainda há pouco tempo fracturei o nariz, uma fractura pequena que sarou sozinha e tudo, mas que também estragou a minha linda cara durantes umas duas semanas. Estarão a querer ofuscar a minha beleza, infligindo-me constantes maus-tratos? Estarei atento a estes conspiradores, eu sei que eles andam aí!
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quinta-feira, setembro 18, 2003

- Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre nosso que sabia,
A pedir-te humildemente,
O pão de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

- Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção,
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
- Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Liberdade, Miguel Torga


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-Não foi golo! O guarda-redes não pode passar o meio-campo!
-És doido? Isto é o quê? Regras da escola?

-Já passou o tempo. Acabaram os 10 minutos. Quem está a perder que saia!
-Mas não estávamos a jogar com tempo!
-E nem passaram 7 minutos quanto mais 10!
-Passaram sim. Somos nós. Saiam.

-Fogo! É falta!
-Falta de quem? Que tristeza!
-Não foi falta se calhar?
-Pois não!
-Oh, dá-lhes a bola. Deixa lá, é falta pronto.
-Não, vá. Agora também já não quero. Mas se isto não é falta já vão ver como é.

E passam-se os finais de tardes assim, no SkatePark, a jogar futebol.
Hoje não há-de fugir a esta regra.
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Já vi o Legally Blonde 2. Sinceramente é horrível. A história é, se conseguirem imaginá-lo, ainda mais ridícula que no primeiro filme da saga e as piadas continuam demasiado infelizes, em vez de me fazerem rir, fizeram-me inspirar bem fundo para ver se aguentava até ao final do filme. A não ser que tenham gostado do Legally Blonde original ou adorem comédias sem inteligência, evitem. De 0 a 10, dou 1.
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Há que celebrar o regresso do Perfeito Anormal. Ontem à noite na Sic Radical deparei-me com surpresa com a primeira edição da segunda fase do excelente programa de Alvim e Markl. As diferenças são grandes. O programa foi todo feito num posto de bombeiros, uma vez que o tema era os Super-Heróis. De resto as reportagens continuam muito boas (destaco ontem a dos homens-do-lixo, não há dúvidas que são autênticos super-heróis), o Nuno Markl é fabuloso (já imaginaram um blog dele?) e os nossos colegas do blog Gato Fedorento continuam hilariantes, agora com uma rúbrica homónima do seu blog. É bom ter algo na televisão diferente dos vulgares concursos, telenovelas e programas de entretenimento, dos quais já estou bem farto.
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quarta-feira, setembro 17, 2003

O céu sempre me pareceu algo de estupidamente abstracto, mas pelos vistos a metereologista norte-americana Peggy LeMone não partilha da mesma opinião. Com toda a calma do mundo decidiu clarificar o significado de "tempo pesado", isto é determinou o peso do céu. Segundo os seus cálculos uma simples nuvem branca e de aspecto inofensivo pesa perto de 550 toneladas. Ela graceja com a situação: "Digamos que é o mesmo que ter suspensos sobre a nossa cabeça cerca de 100 elefantes. No entanto, se pensarmos numa nuvem de trovoada, o caso muda radicalmente de figura, crescendo a manada de elefantes até aos 200 mil. Exagerando a situação, um furacão pode atingir o peso de 40 milhões de elefantes. É muito peso!
Mas os cientistas não param as suas descobertas e agora no campo da biologia descobriram que, e passo a citar: "Agora sabe-se que os peixes têm uma inteligência social, põem em prática estratégias maquiavélicas de manipulação, castigo e reconciliação, exibem tradições estáveis de cultira e cooperam para descobrir predadores e arranjar comida". Até fico satisfeito que chamem aos pobres bichos génios, mas rotulá-los de maquievélicos, quase sádicos, como esta notícia parece querer indiciar, não admito! Vou iniciar uma campanha pró-peixes!
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Viva o epicurismo!
Epicuro, fundador da escola que tomou o seu nome, nasceu em Atenas, provavelmente, em 341 a.C., do ateniense Néocles, e foi criado em Samos. A mãe praticava a magia. Cedo dedicou-se à filosofia, sendo iniciado por Nausífanes de Teo no sistema de Demócrito. Em 306 abriu a sua famosa escola em Atenas, nos jardins da sua vila, que se tornaram centro das reuniões aristocráticas dos seus admiradores, discípulos e amigos. A física epicurista inspirou-se na doutrina de Demócrito e propõe um universo, infinito e vazio, que contém corpos constituídos de átomos, em constante movimento. Contrapõe ao determinismo de Demócrito a tese segundo a qual esses átomos experimentam em seu movimento um desvio (clinamen) espontâneo, que explica a maior ou menor densidade da matéria que forma os corpos a partir das colisões e rejeições entre os átomos. Segundo Epicuro, a alma é uma entidade física, distribuída por todo o corpo. Quando o indivíduo morre, ela se desintegra nos átomos que a constituem. A percepção sensorial, por meio da alma, é a única fonte de conhecimento e, por isso, os epicuristas recomendavam o estudo da natureza para alcançar a sabedoria. Como corpo e alma são entidades materiais, não existem sensações boas ou más depois da morte; assim, o temor da morte não se justifica. Para chegar à ataraxia, o homem deve perder o medo da morte. Epicuro aceitava a existência dos deuses, mas acreditava que eles estavam muito afastados do mundo humano para preocupar-se com este. Logo, o homem não tem porque temer os deuses, embora possa imitar sua existência serena e beatífica.
De seus estudos científicos, Epicuro derivou uma filosofia essencialmente moral. À semelhança de outras correntes filosóficas da época, como o estoicismo e o ceticismo, suas concepções vieram ao encontro das necessidades espirituais de seus contemporâneos, preocupados com a desintegração da polis (cidade) grega. O prazer sensorial converteu-se na única via de acesso à ataraxia. Esse prazer, porém, não consiste numa busca ativa da sensualidade e do gozo corporal desenfreado, como interpretaram erroneamente outras escolas, mas baseia-se no afastamento das dores físicas e das perturbações da alma. O maior prazer, segundo Epicuro, é comer quando se tem fome e beber quando se tem sede. O "tetrafármaco", receita do mestre para a vida tranqüila, tem o seguinte teor: "O bem é fácil de conseguir, o mal é fácil de suportar, a morte não deve ser temida, os deuses não são temíveis."
No ano 270 a.C., Epicuro morreu e tornou-se objeto de culto para os epicuristas, o que contribuiu para aumentar a coesão da seita e para conservar e propagar a doutrina. O epicurismo foi a primeira filosofia grega difundida em Roma, não apenas entre os humildes, mas também entre figuras importantes como Pisão, Cássio, Pompônio Ático e outros. O epicurismo romano contou com autores como Lucrécio e se manteve vivo até o princípio do século IV da era cristã, como poderoso rival do cristianismo.
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Ontem estive a ver na SporTv a final da WNBA, a NBA feminina. Para vos ser franco, sempre havia dito que não gostava de ver as mulheres a jogar basquetebol, pois estarião a uma distância abismal do basquet masculino. Mas enganei-me. O jogo de ontem foi fabuloso, uma verdadeira final e um dos melhores momentos de basquetebol a que já assisti. Houve emoção até ao fim, muitos pontos, grandes jogadas, aplicação máxima de ambos os lados, foi muito bom mesmo. No fim venceram as Detroit Shocks, que desta forma derrotaram as campeãs dos dois últimos anos Los Angeles Sparks. A MVP da final foi Ruth Riley das Shocks, que com 27 pontos bateu o seu máximo de pontos num jogo e foi uma agradável surpresa para todos. Também campeã e vencedora do trofeu rookie do ano foi a filha do grande jogador da NBA Karl Malone, que num sofrimento incrí­vel viu a sua filha, Ford, a ter um papel fulcral no fim do jogo, ao marcar 4 lançamentos livres em 4 possíveis. De referir que na época passada as Detroit Shocks tinham sido as últimas classificadas da WNBA, acabando por inverter por completo a situação este ano, vencendo a época regular e confirmando essa superioridade no playoff. Um feito incr­ível a dar o primeiro campeonato da história desta equipa. E depois com dois comentadores de qualidade superior ainda é melhor. Acho que a dupla Carlos Barroca e Luís Avelãs é a melhor da televisão portuguesa no que toca a desporto. Pura e simplesmente sabem tudo sobre as jogadores, os treinadores, o público, tudo. Palmas para eles e para a SporTv que continua excelente para os amantes do desporto.
A não esquecer que temos uma portuguesa nesta liga. Ticha Penicheiro é uma das estrelas da WNBA, constantemente chamada para jogos all-stars. Mais uma portuguesa de sucesso no estrangeiro.
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terça-feira, setembro 16, 2003

É antes do ópio que a minh'alma é doente.
Sentir a vida convalesce e estiola
E eu vou buscar ao ópio que consola
Um oriente ao oriente do Oriente.

Esta vida de bordo há-de matar-me.
São dias só de febre na cabeça
E, por mais que procure até que adoeça,
Já não encontro a mola pra adaptar-me.

Em paradoxo e incompetência astral
Eu vivo a vincos de ouro a minha vida,
Onda onde o pundonor é uma descida
E os próprios gozos gânglios do meu mal.
(...)

Eu acho que não vale a pena Ter
Ido ao Oriente e visto a Índia e a China.
A terra é semelhante e pequenina
E há só uma maneira de viver.

Por isso eu tomo ópio. É um remédio.
Sou um convalescente do Momento.
Moro no rés-do-chão do pensamento
E ver passar a Vida faz-me tédio.

Fumo. Canso. Ah uma terra aonde, enfim,
Muito a leste não fôsse o oeste já!
Pra que fui visitar a Índia que há
Se não há Índia senão a alma em mim?
(...)

Deixe-me estar aqui, nesta cadeira,
Até virem meter-me no caixão.
Nasci pra mandarim de condição,
Mas falta-me o sossêgo, o chá e as esteira.

Ah que bom que era ir daqui de caída
Prá cova por uma alçapão de estouro!
A vida sabe-me a tabaco louro.
Nunca fiz mais do que fumar a vida.

E afinal o que quero é fé, é calma,
E não ter estas sensações confusas.
Deus que acabe com isto! Abra as eclusas -
E basta de comédias na minh'alma!
Álvaro de Campos, in Opiário

É absolutamente lindo o Opiário
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No mundo do cinema, há que dar o destaque a Lúcia Moniz. Ela vai roubar a Joaquim de Almeida a exclusividade do português em Holywood, ao integrar o elenco de luxo da comédia romântica Love Actually de Richard Curtis (argumentista de Mr. Bean , Bridget Jones' Diary e Four Weedings anda a Funeral ). Lúcia vai contracenar com estrelas britânicas tão brilhantes como Hugh Grant, Emma Thompson, Colin Firth e Rowan Atkinson.
Nas estreias da semana, destaque óbvio para a Janela em Frente de Ferzan Ozpetek, que está a impressionar todos os críticos. Para os amantes das comédias temos mais uma sequela de American Pie, onde desta vez há casamento. Na minha opinião, o formato já começa a cansar, mas como o filme não é grande e sempre dá para rir de algumas parvoíces, também irei vê-lo, no cinema ou em casa.
Para finalizar, o grande realizador bósnio Emir Kusturica pretende levar ao grande ecrâ a conturbada vida de Diego Maradona, de quem é fã há muito tempo. Estará Kusturica doido?
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Querem aprender um insulto original, fora dos "és um estúpido" ou "és um anormal" ou mesmo as já tão triviais asneiras? Vejam:
-Bah, se fosses um ficheiro a tua extensão era .def!
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E já acabou mais uma jornada da nossa Superliga. O meu Sporting lá fez o Nacional pagar pela derrota da jornada anterior. Depois de uma grande primeira parte, o Sporting poderia ter estragado tudo numa segunda parte tão pouco cheia de brilho. O Sporting continua a não me convencer e continuo a dizer que possui uma gritante falta de jogadores com classe, mas um jogador no Sporting parece ser doutra galáxia. Claro que é Fábio Rochemback, o melhor jogador desta Superliga. Classe pura, força e dedicação, remate poderosíssimo, capacidade de passe longo e curto. Resumindo é completo e fabuloso. Só é preciso é nova relva em Alvalade XXI, por favor! O Benfica foi surpreendido em 4 minutos pelo matreiro Belenenses qunado toda a gente esperava uma vitória das águias, que permanece uma equipa terrívelmente venenosa. Camacho voltou a desiludir, com substituições no mínimo estranhas, e já há quem começe a estar farto do espahol. O Porto mostrou de nova grande força e superioridade, embora tenha tremido um bocado aquando do empate leiriense e se não fosse o reforço Ricardo Fernandes na sua (única) especialidade, as coisas poderião ser ainda mais complexas. Leiria este que com tão mau início de época começa a precisar de vitórias para atingir tranquilidade. Ontem o Boavista acabou por empatar em Alverca com mais um especialista em livres directos em acção. Ricardo Sousa tem um pé esquerdo de arrepiar e está a passar ao lado de uma carreira bem melhor, pois tem, para mim, qualidade para jogar num dos três grandes. No resto dos jogos, a salientar o Marítimo que continua imparável no topo da tabela e a Académica que foi vencer a Guimarães (o Vitória só tem 3 pontos). Há muita gente que não concorda, mas penso que o nosso campeonato é mesmo uma SUPER Liga.
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segunda-feira, setembro 15, 2003

11 de Setembro


Como sabem, não estive na Internet quando ocorreu o 2º aniversário do 11 de Setembro. Como seria de esperar, muita tinta correu sobre este assunto na blogosfera. Embora sem ter qualquer crédito nesta matéria, não passo de um miúdo de 18 anos, não deixarei de expressar aqui a minha opinião enquanto pessoa atenta e preocupada com o que acontece neste nosso azul planeta. O atentado é condenável. Matou demasiada gente para ser verdade, assistiram-se a cenas horriveis e chocantes, provocou o desepero de inúmeros familiares e amigos. Mas se nos abstraírmos da nossa ocidentalidade e pensarmos que vivemos no Iraque ou no Afeganistão, o ataque já não pode ser visto da mesma forma. O que para uns foi um acto de cobardia, para outros é a forma (se calhar é mesmo a única) de lutar contra o imperialismo americano, contra os constantes bombardeamentos de que são alvo, contra os embargos que têem de enfrentar. Se lá vivêssemos também iríamos festejar a notícia do atentado, tal e qual eles o fizeram.
O ódio à América e ao mundo ocidental cresce naqueles paí­ses e não cresce porque lhes apetece irritar os americanos, cresce porque têem os já referidos motivos para os detestar. Os Estados Unidos são o paí­s que mais vezes entrou em guerra e bombeou países estrangeiros. Chegam a parecer maníacos por guerras, não podem viver sem elas, sem meter o seu dedo no que se passa neste mundo. Não respeitam as diferentes culturas, as diferentes formas de ver o mundo e a vida. Mereceram o ataque. Tenho pena dos inocentes que morreram, mas o paí­s, as suas instituições e os seus presidentes mereceram. Apesar disto, não aprovo o terrorismo. Apenas condeno ambas as formas de prejudicar os outros, por um lado a prepotência exarcerbada da América e por outro o terrorismo.
Não sei como controlar, como combater o terrorismo. No estado a que se chegou, penso que será complicado. Também não sou pacifista ao ponto de condenar todas as guerras ou a própria violência, seria burro se o fizesse, mas parece-me que a forma como o ataque ao terrorismo está ser orquestrado não é a melhor. Bombeia-se, invade-se, mata-se e não vejo nem uma pessoa a prestar homenagem ou a rezar pelas ví­timas inocentes da tal ataque, como fizeram no passado dia 11 de Setembro. E pior que tudo, os apontados cabecilhas Bin Laden e Saddam ainda não foram encontrados mortos e continuam a manter bem vivas as esperanças dos terroristas.
O 11 de Setembro não acabou. É muito mais que um acto único. O 11 de Setembro é apenas o ponto máximo da coninua vaga de terroismo que assola todo o mundo. Impera que todos falem, que todos dialogem, que todos tentem encontrar acordos e fazer cedências. Impera que não se lamentem mais mortes inocentes, tanto de um lado, como de outro.
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Quando estava na praia, tive o contacto com uma realidade que nunca tinha dado a devida atenção na minha mente: a violência doméstica. Estava tão descansadinho a tomar uns banhos de sol (o tempo esteve connosco nestes dias), quando estala uma discussão entre o que pressupôs serem marido e mulher. O casal teria por volta dos 40 anos. A senhora depois de ouvir o seu marido chamar-lhe de tudo, sai para o pé do carro e pde as chaves ao marido, ao que ele responde com epurrões e estaladões. Mas o homem estava mesmo descontrolado. Batia no carro, gritava e chegou a pegar em pedras que atirou à mulher, com o risco de estragar os carros que a rodeavam. Fiquei a pensar no inferno que seria o dia-a-dia daquele casal. Em pleno século XXI não é possível admitir cenas de machismo, de prepotência e sobretudo de violência como estas.
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Não pensem que adoro discotecas. Prefiro ir a um bar, conviver com as pessoas que me interessam. Mas acho que devemos ter uma mente aberta e equilibrar tudo o que nos rodeia da melhor forma possível. E esse meu equilíbrio faz-se, também, indo de vez em quando à discoteca. No entanto, considero-as uma alienação. É lógico que o são. Muitas das pessoas que as frequentam acabam por esquecer o que é na realidade importante, trocam a inteligência, a cultura, a amizade pelas aparências, o aproveitar louco de um momento que tem pouco de verdadeiro.
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De volta depois de 5 dias bem cansativos. Já imaginam como é: deitarmo-nos no mínimo às 7 da manhã, saír em último da discoteca já em pleno dia, ir de tarde à praia, correr para o comboio e no final perdê-lo, etc e tal. O pior é que a casa do meu amigo ficava longe da Figueira propriamente dita, se conhecerem a região percebem. Acho que nunca fiz tantos quilometros na minha vida, mas valeu a pena. É o sentir da liberdade absoluta, sem limitações, sem trabalhos, apenas fazer aquilo que queremos.
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quarta-feira, setembro 10, 2003

Vou uns dias de férias para a Figueira da Foz. É para aí a sétima vez nestas férias que faço as malas. Devo voltar no DOmingo. Até lá o blog fica pausado, mas com a promessa de regressar em força.
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terça-feira, setembro 09, 2003

Decidi fazer um novo blog, inteiramente dedicado à minha pseudo-poesia. Dêem uma saltada, pelo menos fica o meu esforço e o gozo por fazer e mostrar algo meu. E não será para isso também para que servem os blogs?
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Hoje à noite fui ver os Piratas das Caraíbas. Gostei bastante, nota 8 (de o a 10, já sabem). Se nos deixarmos levar pelo fictício e o abraçarmos de mente aberta, gostaremos decerto deste filme. Johnny Depp está terrivelmente bem. Já agora confesso-vos que desde há muito tempo que ele é um dos meus actores preferidos, mais precisamente a partir do marcante thriller satânico A Nona Porta, onde Johnny está arrasador. Afirmo sem dúvidas que foi o melhor actor desse ano, mas os Oscares são sempre tão estranhos... A realização a cargo de Gore Verbinsky está divinal. Aliás este filme veio confirmar a minha opinião acerca deste realizador. Estamos perante uma mais valia do cinema actual. Graças à sua mestria, penso sempre duas vezes antes de criticar a cópia do original japonês Ringu feita pelos americanos em The Ring, pela simples razão deste último ser um grande, mas um grande mesmo, filme de terror/suspense. Vejam que vale a pena.
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Comentem os posts!! Desde que instaurei o sistema de comentários, ainda não recebi qualquer mensagem... A dizer bem, a dizer mal, a concordar, a discordar, só para dizer que sim, mas digam qualquer coisa. Se não, não vale a pena manter os comentários.. Espero pela vossa opinião.
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segunda-feira, setembro 08, 2003

Ao segundo dia revoltei-me. A Natureza pode brincar como os outros, mas comigo não! Como se já não bastasse as desgraças que provoca com terramotos, cheias, erupções vulcânicas e afins, agora também teima em estragar o meu último mês de férias. Mas hoje não. Mesmo a chover peguei na bicicleta e como meu companheiro de maluquices Pedro rumei à prai fluvial. O cenário era obviamente desértico, mas de uma paz magnífica. Não se via vivalma, o silêncio era absoluto. A cinzenta escuridão das nuvens embelezava ainda mais o Mondego, que calmamente rumava ao Atlântico. E tomámos mesmo banho. Nem estava fria e a minha sensação naquele momento foi de totalidade. São estas extravagâncias que tornam a vida numa autêntica caixa de surpresas que vale mesmo a pena viver!
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Takeshi Kitano
Andrey Zvyagintsev
E terminou o 60º festival cinema de Veneza. O Leão de Ouro deste ano foi para o filme russo O Retorno ("Vozvraschenie") , do director Andrey Zvyagintsev. Embora fosse um dos favoritos, a plateia italiana ficou um pouco decepcionada com a derrota do também execelente Buongiorno, Notte, de Marco Bellocchio, que inclusivamente não ficou para receber o prémio Contribuição individual notável. Polémica não faltou este ano. Mas a emoção que Zvyagintsev evidenciou em palco, fruto da recente morte de um dos jovens protagonistas de O Retorno, Konstantin Lavronenko, acabou por convencer, se isso fosse necessário, o público de Veneza. No entanto, quem já leu os meus post anteriores e sabe os resultados deste festival, já imagina o que me fez saltar de satisfação neste festival. É verdade, o prémio de melhor director foi para o grande Takeshi Kitano, devido ao seu novo filme Zatoichi. O reconhecimento de alguém verdadeiramente genial. Confiram a lista de vencedores desta edição de Veneza:
Competição principal:
Leão de Ouro - O Retorno (Vozvraschenie) de Andrey Zvyagintsev
Grande Prêmio do Júri - A Pipa (Le Cerf-volant) de Randa Chahal Sabbag
Pêmio especial de direção, Leão de Prata - Takeshi Kitano por Zatoichi
Contribuição individual notável - Marco Bellocchio por Buongiorno, Notte
Melhor ator - Sean Penn em 21 Grams
Melhor atriz - Katja Riemann em Rosenstrasse
Revelação - Najat Bessalem em Raja
Competição paralela:
Prêmio San Marco de melhor filme - Vodka Lemon de Hiner Saleem
Prêmio especial de direção - Michael Schorr por Schultze Gets the Blues
Prêmio alternativo para melhor ator - Asano Tadanobu em Last Life in the Universe
Prêmio alternativo de melhor atriz - Scarlett Johansson em Lost in Translation
Prêmio Luigi De Laurentiis: O Retorno ("Vozvraschenie")

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Conhecem os Les Luthiers? São um grupo argentino que mistura com mestria a música com o humor, utilizando instrumentos muito pouco convencionais. A vertente deles que mais conheço é a de humoristas. Deixo-vos aqui frases de marca a memorizar dos Les Luthiers:
- Todo o tempo passado... foi anterior
- Ter a consciência limpa é sintoma de má memória
- Peixe que luta contra a corrente, morre electrocutado
- Os honestos são inadaptados sociais
- O importante não é ganhar, é fazer o outro perder
- Não sou um completo inútil... Ao menos sirvo de mau exemplo
- Se não és parte da solução... és parte do problema
- Errar é humano. Culpar o outro ainda mais humano é
- O importante não é saber, mas ter o número de telefone de quem sabe
- É bom largar a bebida. O chato é não lembrar onde
- A inteligência me persegue, mas eu sou mais rápido
- A preguiça é a mãe de todos os vícios e como mãe... deve ser respeitada
- Eu não sofro de loucura. Apenas a desfruto a cada minuto
- Triste não é ir ao cemitério, é ficar.
- Para quê beber e conduzir, se podes fumar e voar?
- Não leves a vida a sério. Afinal não vais saír vivo dela

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O Juramento de Hipócrates sempre me deu a volta à cabeça. Atentem bem no nome Hipócrates.. Seria ele um hipócrita e ter assim nascido tão feia palavra? Será que Hipócrates usou os seus conhecimentos não para ajudar os doentes, mas para ferir os seus inimigos? Seráque ele deu um comprimido mortal a alguém, ou mesmo um remédio abortal a uma mulher? Ou será ainda que o enganoso Hipócrates ia a casa das doentes com propósitos unicamente sexuais? Pois é, ou muito me engano ou Hipócrates era um hipócrita e obrigou com tal documento os médicos a privarem-se da vida louca que teve... Acreditem.
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Bah, os dias de férias deviam ser todos lindos. Mas não são. Hoje acordo de manhã e vejo o Sol a raiar no céu. Contente, penso poder ir à praia fluvial de tarde, mas à medida que o dia avançava, as nuvens cobriam cada vez mais o céu, retirando-lhe toda a sua luminosidade. E lá tive eu de ficar em casa. Nunca vos acontece desesperar naquelas tardes em que não apetece fazer nada, parece que nenhum álbum de música ajuda, nenhum livro entretém, nenhum programa de televisão chama a atenção. Refugiei-me então a partir das cinco e até agora no cinema. Embrenhar-me no enredo de um filme, decerto levar-me-ia a viver uma realidade bem distante daquela tarde tão monótona. Comecei pelo recente Confidence. Gostei, de 0 a 10 dou 7. Também tenho de reconhecer que é um filme ao meu estilo: gangsters e histórias cruzadas. Quem gostou de Ocean's Eleven também vai gostar deste Confidence, que é enriquecido por grandes actores (Dustin Hoffman, Andy Garcia, Paul Giamati e pronto, o Edward Burns também esteve bem e terrivelmente parecido com o Ben Affleck!). De seguida passei para o 25th Hour de Spike Lee. Dou também um 7, a um filme que me surpreendeu pela positiva, já que Spike Lee nunca me convenceu muito. Excelentes, como sempre, Ed Norton e Seymour Hoffman, num filme com enredo e realizações francamente convincentes. Para finalizar, Capitão Corelli. Embora a Penelope seja indubitavelmente linda e a fotografia do filme seja bastante boa, o filme cai em lugares comuns e é incrivelmente previsível. John Madden (A Paixão de Shakespeare) podia ter feito melhor e leva, por isso, um 5. Ao menos o cinema para me salvar da rotina!
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domingo, setembro 07, 2003

Acabei de instalar comentários n'A Conspiração. Aumentará, espero eu, a interactividade do blog. De referir que cada comentário se refere ao post imediatamente abaixo. E já passei os 250 visitantes, hã? Um quarto de mil! Obrigado a quem visitou e continua a dar uma vista de olhos nas minhas dissertações.
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Mão Morta
Acabo de chegar da Worten como cd novo dos Mão Morta, Carícias Malí­cias. Corro para a aparelhagem como se fosse perseguido pelo Cão da Morte. Carrego no Play e escrevo ao som da minha nova bíblia. Carícias Malícias Tour foi o título genérico da digressão levada a cabo em 2002 pela banda de Adolfo Luxúria Canibal. O álbum é o registo de momentos "í­mpares e inesquecíveis" e a sua formação engloba temas de variados cd's da sua longa carreira. Os Mão Morta são, talvez, a banda que mais me marcou ao longo da vida. O seu início está ligado a Harry Crosby, baixista dos Swans, durante um concerto da banda americana na cidade de Berlim, em Outubro de 1984. "Tens cara de baixista", terá dito Crosby a Joaquim Pinto. Joaquim Pinto comprou um baixo e formou em Braga com Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta. "Braga, cidade dos arcebispos e bastião por excelência da direita ultra-conservadora, via assim nascer, por ironia do destino, uma banda cuja postura viria, ao longo dos anos, a afrontar os valores morais e políticos de uma sociedade culturalmente atrasada e na ressaca do salazarismo." Para quem não saiba os Mão Morta não produzem um estilo de música muito comum. É algo de muito próprio quer a ní­vel nacional quer a ní­vel internacional, talvez um estilo único em todo o mundo. Profundamente literárias, música e letra dos Mão Morta reflectem a influência de grandes vultos da literatura estrangeira, especialmente no campo do pessimismo, negativismo e decadentismo. São exemplos de tal influência Heiner Muller, Brecht, Gorki, Conde de Lautreamont e Maiakovsky. Vencedores de inúmeros prémios, venceram o prémio carreira da Blitz em 2000, e já com 12 albuns editados são, goste-se ou não se goste, uma das bandas mais importantes do panorama nacional. Eu não tenho dúvidas em considerá-los como os melhores de sempre em Portugal e um dos melhores do mundo. A banda é marcada profundamente pela inteligência de um grande homem, o vocalista Adolfo Luxúria Canibal, no entanto e como ele próprio diz, "o músico não sou eu", e é graças a pessoas como Miguel Pedro, Zé dos Eclipses, Zé Pedro, António Rafael ou Sapo são os responsáveis por uma sonoridade alternativa, diferente de todo o que é habitual. Parabéns por mais um grande álbum! Mas quando Charles Manson saír da prisão é que vai ser!...
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Segundo um estudo feito em Portugal, (e não me perguntem como, porque também não faço a mínima ideia) perdem-se por dia cerca de 70 contos em dinheiro pelas ruas do nosso país. Ainda é muito dinheiro. Pelo sim pelo não, quando me reveleram este estudo, passei a olhar com mais atenção para o chão das ruas.
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ONTEM PELA TARDE ENSOLARADA
Circulando através de Berlim a cidade morta
No regresso de um qualquer país estrangeiro
Senti pela primeira vez a necessidade
De ir desenterrar a minha mulher ao seu cemitério
Eu próprio deitei sobre ela duas pazadas cheias
E de ver o que dela ainda resta
Os ossos que nunca vi
De segurar o seu crânio na minha mão
E de imaginar o que era o seu rosto
Por detrás das máscaras que trazia
Através de Berlim a cidade morta e de outras cidades
No tempo em que estava vestido com a sua carne

Não cedi a esta necessidade
Por medo da polícia e dos comentários dos meus amigos
Heiner Muller
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sábado, setembro 06, 2003

Estes brasileiros não são bons da cabeça. Vocês já viram os nomes que eles inventam para os filhos? Se eu tivesse nomes daqueles processava a minha mãe! Pequenos exemplos: Restos Mortais de Catarina, Um Dois Três Oliveira Quatro, João Cara de José, Remédio Amargo, entre outros. Há famílias que exageram e chegam mesmo a ser sádicas! Uma família de Minas Gerais decidiu dar a toda a sua ninhada nomes acabados por Baldo. Ora depois de muitos baldos, quando pensaram ter o último filho, decidiram brindá-lo com um profundo Parobaldo em honra a tal facto. Só que o inesperado aconteceu e tiveram mesmo outro filho, o Seguebaldo...
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Mais uma vergonha presenteada pela Selecção de todos nós. Na continuação das más exibições (o único bom jogo foi mesmo contra o Brasil), Portugal acabou de perder 3-0 com "nuestros hermanos". A diferença é que esta exibição já teve o seu quê de humilhante, desde "olés" brindados pelos próprios adeptos da Selecção à sua equipa, até lamentáveis manifestações de mau perder, transformadas em agressões por Fernando Couto. Não percebo o porquê das suas repetidas convocações.. Está velho, cada vez mais porco (sejamos directos!) e nem é titular no seu clube. Também não entendo onde andam Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e até mesmo Petit... Como fim da festa, os temidos lenços brancos fizeram-se mostrar. Essa ainda foi a melhor parte, já que, se fosse por mim, Scolari voltava para o seu país já amanhã. Ele que implicasse lá no Brasil com quem lhe apetecesse (parece ser só isso que ele anda cá a fazer) porque aqui quem manda somos nós.
E nem os sub-21 nos dão alegrias. Com uma selecção com aquele valor, não se pode pedir outro resultado senão a vitória. Mas quando o seleccionador das nossas esperanças, José Romão, vem com discursos do tipo "-Ai, a Turquia é muito forte. Já tinha avisado que isto podia acontcer. Ai são muito bons nisto e muito bons naquilo", começo a perceber os maus resultados. Mais ambição, temos de pensar que somos mais fortes. É por isso que os jogadores do Porto parecem doutro mundo neste país. Dão tudo o que podem e o que não podem e sempre com uma mentalidade hiperganhadora. Podemos não gostar, mas o Mourinho é, também, um grande psicólogo.
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Hoje descobri uma nova forma de me pentear:
1-Molhar o cabelo
2-Pôr um bocado de gel no dedo indicador e espalhá-lo pela mão
3-Espalhar o gel pelo cabelo
4-Abanar violentamente a cabeça de um lado para o outro, de 5 a 7 vezes

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Adoro andar de bicicleta. Hoje lembrei-me e subi o Vale de Canas. É o sítio mais alto aqui perto de Coimbra. Uma vez, um amigo meu partiu o braço a descer este monte. Essa recordação surgiu-me durante a longa subida. E logo a imaginação a levou pelo Universo fora. Passei pelo simples medo de me acontecer o mesmo, até ao ponto de poder morrer na descida. E aí é que se pôs a verdadeira dúvida. Deveria eu parar para beber água quando chegasse ao topo, o que obriga um ligeiro desvio, sabendo que poderia morrer durante a vertiginosa descida? É que tal acto seria completamente inútil se eu morresse mesmo. Mas depois de muito conjecturar, concluí que a lógica de estar vivo se baseava mesmo em eu ir beber água. Ter ido beber água foi um verdadeiro hino à vontade e alegria de estar vivo. Porque esta felicidade só se conquista se dedicarmos tudo o que temos a cada momento, independentemente da situação em que nos encontrarmos e da sua relativa pouca importância. Senti-me tão bem depois de beber água, tão feliz por estar ali, vagueando numa mata lindíssima e com Coimbra lá em baixo, numa visão esplendorosa de fim de tarde, que acabei por fazer um concurso na minha cabeça: lançar-me à doida pela descida abaixo e acabá-la primeiro que o carro que estava bem atrás de mim. E ganhei o concurso.
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sexta-feira, setembro 05, 2003

Na senda do meu post sobre o irreverente presidente do Perugia surgiu-me uma ideia que me martela na cabeça incessantemente. Será ele o padrinho, por assim dizer (não se esqueçam que estamos em Itália), do terrorismo naquele país em forma de bota? Não esqueçamos que a Líbia ainda está marcada como um dos países que apoia o terrorismo! Contratar o filho do Khadafi permitiu decerto a entrada de terroristas da pior espécie naquele país sobre a custódia do pseudo-futebolista. Sim, porque o futebol é apenas um disfarce nisto tudo. A mim não me enganam. Acreditem.
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Depois de três horas e meio a deseperar num posto da Galp, já tenho os bilhetes para os Stones. Vai ser lindo e eu vou lá estar!!!!!!!!!
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Tudo o que fui, está longe!
Tudo o que sou, me cansa!
Tudo o que serei, me enoja!
Perdido num mar de desencanto,
Necessito fugir,
Mas não tenho com quem!
Ninguém para me guiar e ser guiado.
Todas os amores, foram apenas fugazes.
Todas as hipóteses de algo mais, perdia-as.
Resta-me o comprazer na minha própria dor
Olhar fundo dentro de mim
E chorar. Até ao amanhecer.

Bah, poesia matinal. É o que eu digo. Tento ser poeta, mas não dá mesmo. Mas este é um heterónimo meu, que já havia escrito o poema do post de ontem. É o soturno Mattia Avallone!
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Isto no mundo do futebol anda tudo louco. Uns jogam à meia-noite, uma espécie de After-hours desportivo, outros fazem a tremenda asneira de comprar o Jardel para depois descobrirem que passou seis meses na praia (como se toda a gente não soubesse!) e é impossível o homem jogar em tais condições físicas, outros deliram cegamente por pseudo-galácticos, mas ninguém bate o presidente do Perugia. Ele é o maior de todos os irreverentes, por assim dizer. O senhor Luciano Gaucci, depois de comprar no início da pré-época o filho do multimilionário líder líbio Khadafi, de seu Saadi, e de cujos dotes futebolísticos sou obrigado a desconfiar, pretende agitar a liga italiana com a compra de uma jogadora. Pois é. Como ele diz não há nenhuma regra que o impeça e está totalmente obcecado em ter uma mulher futebolista "no prazo de um mês". A eleita parece ser uma jovem sueca de 24 anos, Hanna Ljungberg, estrela da sua selecção, onde já marcou 48 golos em 88 jogos. Ljungberg considera a proposta "inacreditável", mas não descarta a possibilidade de ingressar mesmo na Serie A italiana. Não dúvido que ela seja boa jogadora, mas conseguirá vingar num campeonato muito exigente, como é o italiano? E depois há os problemas de balneário! A pobre rapariga não pode ficar a mercê dos viris homens italianos, tem de ir para outro balneário! O que também não ajudaria na sua integração. E em campo, será que os adversários seriam tão duros com ela, como seriam com um homem? Imaginem o doido do Gattuso a entrar como ele habitualmente faz, à rapariga! Mas eu gostava que o projecto se concretizá-se. Este Perugia com tantos atractivos, ganharia pelo menos um título: o da equipa mais publicitária do mundo.
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Boas notícias musicais no site da cotenete. Os míticos Rolling Stones estão mais que confirmados aqui em Coimbra dia 27 de Setembro fazer a inauguração do Eurostadium! Depois de um período de dúvida, devido a doença do Mick Jagger, os bilhetes estão já à venda. Claro que vou ter de lá estar. Vai ser incrível. E como cereja no topo do bolo, são os Primal Scream que fazem a abertura do concerto! Para além disto os Wray Gunn estão em estúdio para gravar o sucessor de Soul Jam. A banda de Coimbra, vencedora do prémio Blitz 2001 Revelação Nacional, tem uma qualidade inegável e, se possível, tentam superar a magnífico album que é Soul Jam. Por fim, a revista musical "Revolver" concorda comigo em considerar o disco Never Mind The Bollocks Here's The Sex Pistols, dos polémicos Sex Pistols, o melhor disco punk de sempre. Bom ver também em segundo lugar os The Clash e em quarto os Black Fag.
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quinta-feira, setembro 04, 2003

Terça feira a RTP2 transmitiu Hana-Bi - Fogo de Artifí­cio, mais uma obra prima do genial Takeshi Kitano. Já tinha visto o filme na SicRadical e aproveitei para rever e gravar. Kitano é o ponto mais alto do fabuloso cinema japonês. Filmes como Battle Royale, Os Rapazes Regressaram e O Verão de Kujiro são marcos na minha história cinematográfica e obrigam-me a considerá-lo como um dos melhores realizadores da actualidade. Não esquecer que Kitano é também produtor e actor em grande parte dos seus filmes. O cinema japonês conta ainda com o contributo de mais dois génios: Kar-Wai Wong (Anjos Caí­dos, Disponível Para Amar e Chungking Express) e Hideo Nakata (Ringu, Ringu 2 e Caos). É por causa de todos deles que o cinema japonês é o meu preferido.
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E eu a dizer mal dos concorrentes do novo Big Brother! Falei sem os conhecer e enganei-me redondamente. Se não acham, observem algumas das suas frases do site do Big Bro e outras que captei durante a única vez que vi o programa:
Zélia Pires-Se fosse figura pública queria ser a Victoria Beckham «porque é bonita, rica, casada com o melhor jogador do mundo».
Carla Vaz-É vaidosa e considera-se bonita, por isso diz que por vezes passa por situações embaraçosas. Por exemplo «quando um casal de namorados vai a passar e ele fica a olhar para mim, é horrí­vel».
Lara Mestre-Eu aqui não estou a ser eu. Falta-me a minha maquilhagem e as minhas roupas. Sem isso não consigo ser eu!
Fernando Geraldes-É vaidoso e o seu cabelo tem que estar sempre impecável, «cheio de estilo e cheiroso».
Acho que sim. Estão bem.

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Ontem, olhei-me ao espelho
e vi um homem que não estava lá
Hoje, olhei-me ao espelho
e vi um homem que não sou eu
Fujo do terrível espelho
Decido procurar,
Viajar por vales profundos, florestas luxuriantes, rios cristalinos!
Estanco no limiar da porta
E desisto
Volto ao espelho
Volto a não ver qualquer imagem
Olho para o meio da sala
E vejo-me, vestido de preto
Moribundo, com uma negra faca a trespassar-me o coração

Às vezes, tento ser poeta
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Um amigo meu acabou de ser assaltado. Dividimo-nos em dois grupos de forma a seguir para as respectivas casas. Uma parte dos meus amigos tem uma banda. Ou um projecto de tal. Um levava o seu baixo e acabou por chegar a casa em ele. Chamaram a polícia, mas pouco se poderá fazer, obviamente. Fico a pensar que, se lá estivesse, poderia ter dado um murro na cara do tipo...
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quarta-feira, setembro 03, 2003

Uma das coisas mais estúpidas neste raio de mundo é quando uma pessoa perde uma coisa e a outra lhe pergunta como é que isso aconteceu. Irrita-me.
-Onde está a tua lanterna de bolso?
-Perdia-a..
-Como?
Uma estupidez.
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Outro poeta que adoro é Heiner Muller. A sua poesia deambula entre o pessimismo e o decadentismo, por isso só podia cativar-me logo à primeira. Fiquei a conhecê-lo por causa do grande grande album dos Mão Morta, Muller no Hotel Heissischer Hof.
"Poeta e autor dramático alemão. Na charneira das duas Alemanhas, inquieta uma e seduz a outra; acaba por se impor nos dois lados com um dos criadores mais considerados e uma das consciências mais incisivas da Europa dilacerada do pós-guerra. Em 1933 assiste à detenção do seu pai pelos nazis. Libertado após dois anos de campo, será preso em 1941 e enviado para França num batalhão disciplinar Em 1944, Heiner Müller é alistado no Volkssturm. No fim da guerra, após alguns dias de cativeiro no Ocidente, vai para a parte soviética onde retoma os seus estudos secundários. Em 1951, o seu pai, fugindo às incómodas autoridades soviéticas de ocupação, passa para a Alemanha federal, seguido de sua mulher. Heiner Müller não os acompanhará Tinha conhecido Inge Meyer a qual se tornará sua mulher e colaborará na elaboração das suas primeiras peças: Fura-Tabelas,1956, e a peça radiofónica A Rectificação,1957."
Aqui ficam traduzidos alguns dos poemas que mais me marcaram deste génio alemão:

Em busca de Odradek
Depois do Desaparecimento das Mães o Trauma
segundo Nascimento
E o que eu vi era mais do que eu podia suportar


Eu sou o anjo do desespero.
Das minhas mãos distribuo a embriaguês,
a estupefacção, o esquecimento, gozo e
tormento dos corpos.
Meu discurso é o silêncio, meu canto o grito.
À sombra das minhas asas mora o terror.
Minha esperança é o último suspiro.
Minha esperança é a primeira batalha.
Eu sou a faca com que o morto arromba o seu caixão.
Eu sou aquele que será.
Meu descolar é a sublevação, meu céu o abismo de amanhã


Uma rapariga sem braços com uma perna de pau
Frente a uma paisagem marítima, grávida.
Barata: não pode ir-te aos bolsos.
Cómoda: não se gruda ao teu andar.
SEM BRAÇOS É SEM PERIGO. Não pode
Correr atrás de ti: se tu partes
Tu partes.
Acenas-lhe talvez um pequeno adeus.
Apesar de tudo ela ainda tem olhos (dois).
Quatro mil raparigas sem braços abraçam-te
Quatro mil raparigas grávidas com pernas de pau
Seguem-te o rasto


ONTEM COMECEI
A matar-te meu amor
Agora amo
O teu cadáver
Quando eu estiver morto
O meu pó gritará por ti


Prometo mais poemas de Heiner Muller em próximos posts. Vale a pena.
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Já tive muitas bandas preferidas. Mão Morta, Nirvana, Doors, Led Zeppelin, Pink Floyd, Dealema(Hip-Hop Tuga), The Clash, Eminem(não gozem!), enfim, entre outras. Tantas que desisti de tentar elaborar um ranking na minha cabeça. Simplesmente há épocas em que prefiro ouvir certos estilos em deterimento de outros. Neste momento os eleitos principais são os portugueses Primitive Reason. São uma mistura de vários estilos: Punk, Reagge, Ska, Hard Rock e Hip-Hop talvez sejam os mais influentes. Já têem 4 albuns, que felizmente figuram na minha vasta lista de cd's. Vejam esta bio que está na página oficial dos Primitive:
O percurso musical dos Primitive Reason iniciou-se há quase uma década na zona de Cascais. Tudo começou com o espanhol Guillermo de Llerae o suíço Jorge Felizardo. Partilhando interesses comuns que iam desde o skate à música nos seus mais variados estilos e vertentes (reggae, punk, world music, hip-hop e hard-core), formam os Primitive Reason após a finalização dos seus percursos escolares. Pelo facto de não se inserirem num estilo ou vertente musical particular, mas sim enquadrando-se simultaneamente em vários, os Primitive Reason marcam a diferença no mundo musical. Após o lançamento de dois álbuns longamente acarinhados quer pela crítica, quer pelos fãs em Portugal (“Alternative Prison” em 1996 e “Tips & Shortcuts” em 1998), Guillermo e Jorge decidem mudar-se para Nova York com intuito de alargar a sua experiência musical. Assim surge o seu terceiro álbum, “Some of Us…”, gravado no Outono de 2000, em N. Y., que contou com a participação de novos amigos, conhecidos no mundo musical de N. Y., tais como Buford O´Sullivan,do grupo "Scofflaws", e membros dos “The Toasters” e “The N. Y. Ska Jazz Ensemble”. Pouco tempo após a gravação deste álbum, juntaram-se à banda os irmãos Beja, de origem Luso-Americana, Abel na guitarra e James no Baixo. Após esta digressão, e já em 2001,a banda regressa a Portugal para promover o lançamento do álbum. No inicio de 2002, a banda passapor um período de descanso e reflexão, aproveitado individualmente para a exploração de interesses musicais e culturais, em várias partes do mundo. Assim, Guillermo foi para a Ásia, James para a América do Sul, Jorge para os Estados Unidos e Abel para a Europa. O contacto com estas diferentes culturas serviu de base de inspiração para aquele que viria a ser o novo álbum da banda,“The Firescroll.”
Se não conhecem, ouçam, porque vale a pena conhecer este estilo único dentro do panorma da música mundial.

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Sabem que o José Mourinho ou é um Deus ou é vidente? Estive a pensar nisto depois do jogo de ontem e saí logo de casa para ver se encontrava rumores por aí que me ajudassem nas minhas desconfianças. Infelizmente a dúvida não foi desfeita: um Deus ou vidente. Se não acham, raciocinem comigo. O ano passado, assim que chegou ao Porto disse que iam ser campeões. E não foram? Claro que ism. Disse sempre que estava na Taça UEfa para ganhar. E não ganharam? Claro que sim. Agora disse que o Sporting ia pagar pela derrota com o AC Milan. E não pagou? Claro que sim. Agora a minha dúvida é entre ele ser um Deus, (mas arrogante e irritante como ele é, tinha de ser um Deus mau!) ou pura e simplesmente vidente, explicando-se assim adivinhar o que vai acontecer à sua equipa. No entanto, se ele fôr esse Deus malévolo, lembrem-se que já o Octávio Machado p apelidou de antropófago, não sabe. Por que se ele soubesse, bastava-lhe dizer sempre que ia ganhar e o seu desejo concretizava-se. Mas como salta aos olhos que ele se considera senão um Deus, pelo menos um grande herói, inclino-me mais para o antropófago Mourinho ser vidente. É bastante óbvio. Não acham?
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Este ano tive a combater um incêndio. É verdade, na aldeia dos meus avós. A aldeia chama-se Sobraínho dos Gaios, é lindí­ssima, eu e os meus primos adoramos ir para lá no verão, e fica perto de Proença-a-Nova. O fogo circundou a aldeia desde o início da tarde de sexta feira, dia 1 de Agosto, até sábado de manhã. Mas eu e os meus pais só lá chegámos à meia noite do dia 1, pois apenas soubemos as notícias por intermédio de um amigo que trabalha na câmara de Proença-a-Nova. Os telefones estavam cortados, efeitos do fogo que destruíra um sem número de postes da rede telefónica. Nessa altura estava er calmamente em casa, a jogar no meu querido computador, quando a minha mãe entra nos escritório e diz, assim da boca para fora e em visível constrangimennto: "O fogo está à volta do Sobrainho". Metemos meia dúzia de peças de roupa numa mala e voámos para lá. A angústia crescia à medida que nos aproximávamos e viamos que a partir de uma povoação próxima estava tudo ardido. A casa da minha avó fica bem no alto do Sobraí­nho e quando nos aproximamos da aldeia a casa é a primeira coisa que se vê. Nessa noite pareceu estar bem em cima das chamas. A angústia deu lugar ao pânico. Saí do carro e corri para a casa onde verifiquei que a proximidade das labaredas era apenas ilusão de óptica e que a minha avó e o meu avô estavam relativamente calmos, depois de dez horas em que o fogo havia estado bem mais próximo que naquele momento. Era preocupante a situação. Haviam quatro frentes diferentes e bombeiros, nem um. A frente mais próxima ameaçava directamente a nossa casa. Eu e o meu pai saí­mos para ajudar os populares a combater o fogo. Baldes de água e ramos de pequenos pinheiros eram as nossas armas. Mas a sabedoria popular mais uma vez espantou-me. Na aldeia estavam dois madeireiros, um com uma máquina e outro com uma moto-serra. Foram providenciais e fizeram com que o povo pudesse pôr em práctica a sua ideia: fazer um contra-fogo. Ou seja, num caminho que existia entre a serra e o mato que está bem junto das casas mais altas da aldeia, cortar todas as árvores altas e pô-las para o lado da serra. De seguida iniciávamos nós mesmo um fogo controlado a partir dessas árvores cortadas, que acabaria por embater no incêndio provocando o seu fim. E deu resultado, embora pelo que ouvi depois seja uma práctica ilegal, devido ao seu perigo. Mal feita poderá aumentar ainda mais a força do fogo. Mas correu tudo bem e aquela frente de fogo parou naquele caminho, sem antes dar mostras de todo o seu poder. No momento em que a frente embateu no contra-fogo as labaredas foram enormes, assustadoras. As fagulhas faziam remoí­nhos de quatro ou cinco metros de altura, pareciam pequenos tornados, e eram um perigo constante de reacendimentos. Mas as outras frentes aproximavam-se perigosamente e não havia condições para parar o fogo da maneira como foi feito naquele carreiro. Nessa altura os bombeiros chegaram. Foram providenciais, mesmo a tempo de salvarem uma casa nova e bem bonita de um emigrante. Conseguiram evitar que todas as casas da aldeia ardessem, à excepção dos barracões que as pessoas tinham para guardar os seus utensí­lios das hortas. Tanto esses barracões como as terras cultivadas dos populares arderam. Todo à volta da aldeia ardeu num espectáculo que observei até às 9 da manhã, quando tudo acalmou e o fogo já tinha avançado para novas ví­timas. Não me irei esquecer nunca daquele cenário. Quando se vê na televisão não dá para ter ideia de como um incêndio é ao vivo e em directo. O caminho até chegar à aldeia naquela noite foi dos momentos mais angustiantes e deseperantes que já vivi. Passar de noite por sí­tios tão bem conhecidos, que se nos apresentavam irreconhecíveis, sentir aquele ar pesado, viciado de fumo, ouvir as vozes e os gritos das populações por que íamos passando tornou-se num pano de fundo que me enlouquecia. O fogo já passado deixara pequenos focos, pareciam lareiras, espalhadas por toda a serra. Era uma visão de caos total. Uma visão que me esmagava, me dava vontade de chorar, de gritar, de matar os responsáveis por todo aquilo, mas que também me maravilhava, era de uma beleza agreste e perversa, que me seduziu, não o escondo. Uma beleza que me parecia querer corromper, arrastar-me no seu mar de destruição e maldade. Recordo assim todos os momentos de um dia invulgar, com um arrepio a correr-me todo o corpo.
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terça-feira, setembro 02, 2003

Desesperado. Fui-me embora com o 4-1. O Porto foi esmagadoramente superior. Resta esquecer.
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Intervalo nas Antas. O meu Sporting está a perder. E a jogar bem mal. Sim, sou do Sporting. Sempre fui e sempre serei. Mantém-se a esperança para a segunda parte. Mas pequena...
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Fala-se muito da fase negativa que a música portuguesa está a passar. Se essa fase má existe, a culpa é única e simplesmente da falta de apoios. A verdade é que existem novas e velhas bandas nacionais com qualidade inegável em praticamente todos os géneros ou estilos musicais. Mas a promoção da música estrangeira no nosso país supera largamente a da música portuguesa. Felizmente ainda existem rádios preocupadas com o futuro do produto nacional. Refiro-me à Antena 3 e à excelência com que tem lançado nos últimos tempos um rol de novas e grandes bandas portuguesas. Para quem não sabe, à quinta feira só passa música portuguesa na antena 3! Também nos festivais a antena 3 tem ajudado estas mesmas bandas, a sua Quinta dos Portugueses. Exemplo magní­fico foi o que aconteceu na despedida do Estádio de Alvalade, onde houve um palco só para as novas promessas. Poderá ser este o caminho para revolucionar o panorama nacional. Para isso contamos com nomes como Toranja, Mesa, Slopy Joe, Wray Gunn, Grace, Ez Special, Dealema, Yellow W Van, Blasted Mechanism, Loopless, Coldfinger, Primitive Reason, entre tantos outros. Acreditem.
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Jules-Would you describe for me what Marsellus Wallace looks like?
Brett-.....
Jules-What country are you from?
Brett(petrified)-What?
Jules-"What" ain´t no country i know! Do they speak english in "What"?
Brett(near heart attack)-What?
Jules-English motherfucker, do you speak it?
Brett-Yes!
Jules-Then you understand what I'm saying?
Brett-Yes!
Jules-Now describe me what Marsellus Wallace looks like?
Brett-What?
Jules takes his .45 and presses the barrel hard in Breet's chick
Jules-Say "what" again! C'mon say "what" again! I dare ya, I double dare ya motherfucker! Say what one more godamn time!
Now describe me what Marsellus Wallace looks like!
Brett-He's a... black....
Jules-Go gon!
Brett-....bold
Jules-Does he look like a bitch?
Brett-What?
Jules´eyes go to Vincent, Vincent smirks, Jules rolls his eyes and shot Brett in the shoulder
Jules-Does-he-look-like-a-bitch?
Brett(in agony)-No!!
Jules-Then why did you try to fuck him, like he was a bitch?
Brett-I didn't!
Jules-Yes ya did, Brett! Yes ya did. And Marsellus Wallace doesn't like to be fucked by anyone except Miss Wallace! Do you read the Bible Brett?

Absolutamente divinal. Pulp Fiction é o melhor filme de todos os tempos e dispensa qualquer comentário, que pareceria pouco para a sua grandeza. Quantin Tarantino é um génio. Samuel L Jackson é fabuloso como Jules. Como já toda a gente o viu pelo menos uma vez, recomendo-vos a rever. Vale a pena. Acreditem.
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Esta manhã tive à procura de lugares para divulgar o meu blog.. Não estava fácil, mas lá me desenrasquei. Viva a blogosfera!
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"LA Deustche Vita". Estes alemães não são bons da cabeça. Primeiro o holocausto, agora isto! Então não há um alemão, um tal Rolf J., a quem foi diagonisticado um terrível problema: alergia à Alemanha. O pobre infeliz já ameaçou suicidar-se, tendo sido obrigado a viver fora do seu país, que lhe provoca fortes depressões, a bem da sua saúde. Armado com o seu atestado médico, foi ao ministério da Justiça. Pensei que nada iriam fazer por caso mais ridículo, mas não. Na verdade o que se passou foi precisamente o contrário. O deprimido senhor Rolf J. vive agora em Miami, com tudo pago pelo estado alemão! "Florida Rolf", como é chamado, tem o seu apartamento em Miami Beach totalmente pago pelos contribuintes alemães! Mas não é caso único. Karlheinz Friedrich conseguiu obrigar a Segurança Social a pagar-lhe todos os dias um comprimido de viagra para ter uma vida amorosa feliz com a sua querida esposa. Impotente depois de um acidente de carro, Karlheinz não se contentou com as habituais cápsulas admnistradas em casos como o seu e exigiu o ultra dispendioso viagra. Outro obrigou o estado a comprar à sua filha a mochila escolar mais cara do mercado, para que esta não se sentisse descriminada na sua nova escola... Algo de estranho se passa na Alemanha. Penso que isto é uma campanha para minorar a riqueza do estado Alemão aos poucos e poucos. Contratam advogados experientes, conhecedores das leis do país e grandes defensores dos seus intuitos, que se fazem passar por cidadãos inocentes. Só pode! E quem nutre pelos alemães, neste momento, um ódio especial, hem? Pois é, por detrás disto estão os italianos. Acreditem. Eu sei.
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E hoje é dia do primeiro derby da nossa nova superliga. Bem, ela de super não tem nada e este ano muito menos ainda. Começa o campeonato sem se ter decidido se a Naval tinha razão ou nem por isso no seu protesto, jogos adiados atrás de jogos adiados, faltas de luz em estádios, etc. e tal. Acontece mesmo de tudo um pouco neste campeonato português, mas quase sempre pela negativa, curiosamente. E em época de Euro2004, isto não é definitivamente um bom pronúncio.
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segunda-feira, setembro 01, 2003

Sempre tive dúvidas em dizer qual a minha actriz preferida. Parece que nenhuma preenchia suficientemente aquilo que eu queria ver numa actriz. Por outro lado Robert De Niro foi um marco desde a primeira vez que o vi a interpretar um papel. Mas estas dúvidas acabaram com um filme relativamente desconhecido que deu na RTP1 à pouco tempo: A Paixão de Darkly Noon. E a eleita é Ashley Judd. O filme era estrondoso. Embora pouco conhecido, tinha um elenco bastante bom (para além da Ashley, Viggo Mortensen e Brendan Fraser), um enredo bastante forte e uma realização arrebatadora de um realizador que sinceramente desconhecia, Philip Ridley. Sumariamente o filme trata do acolhimento feito por um casal de um homem em fuga, que se apaixona pela linda mulher. Pelo meio, rumores de bruxaria, fanatismos religiosos, obsessões, florestas e caves misteriosas. Mistura momentos de terror, com momentos de romance, comédia negra e drama. Gostei mesmo muito. E da Ashley ainda mais. Estava absolutamente linda no papel de mulher misteriosa, bela, gentil e tremendamente apaixonada pelo seu marido, pela sua casa, pela sua vida. Já a tinha visto noutros filmes, como o Heat, Normal Life, Eye of the Beholder e Frida, mas nunca daquela forma divinal. Por isso hoje lembrei-me e procurei no meu extenso manacial de filmes, películas em que Ashley Judd entrasse. Encontrei dois mais ou menos recentes: High Crimes e Someone Like You. O primeiro era bastante entediante para dizer a verdade. As já fastisiosas cenas de tribunais, advogados, mentiras e verdades, soldados que cometeram atrocidades, generais corruptos construíam todo o filme e não fosse a sua presença e a de Morgan Freeman não tinha aguentada até ao fim... O segundo, embora fosse uma comédia romântica, estilo que não aprecio muito, agradou-me mais. Também acho que num filme deste género, acabamos por nos envolvermos mais se gostarmos da protagonista do que aconteceria se fosse interpretado por outra actriz qualquer. Gostei que no fim ela ficasse com o Hugh Jackman, embora ele me lembre sempre o Wolwerine e eu tenha chegado a recear ferimentos na pobre Ashley Judd por causa daquelas garras disformes que saem da sua mão. Mas isso não aconteceu. Felizmente!
Ashley nasceu a 19 de Abril de 1968, na California e é vegetariana. Já andou com o de Niro e foi considerada uma 50 das pessoas mais bonitas do mundo em 2000! Vou parar com estes factos idiotas. Isto já parece uma revista cor-de-rosa. A sério.
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Estava eu a jogar uma futebolada com os meus colegas quando os meus sempre alerta ouvidos detectaram uma conversa tão interessante quanto intrigante. Um rapaz dos seus 18 anos dizia para um amigo seu: "Quando me dói os dentes só me dá vontade de fumar. Deviam fazer tabaco que acabasse com as dores de dentes". Instantes depois acendeu mesmo um cigarro. Ora eu fiquei desconfiado com esta frase. Fui para casa a remoer neste assunto e cheguei à conclusão óbvia. O grande problema do tabaco não é provocar o cancro, é sim não fazer bem às dores de dentes. Essa treta de matar não passa de uma diversão para o verdadeiro problema, é apenas uma daquelas pequenas conspirações que eu já vos expliquei. Acreditem
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Adoro Hip Hop. Não a comercialidade americana, mas a pureza portuguesa. Na América o sucesso do Hip Hop transfromou-o única e simplesmente num negócio, salvo raras excepões, como os Gangstarr. Também, que raio é que naquele país não é um negócio? O movimento Hip Hop não foi criado com esses propósitos capitalistas, nem para exibir carros, casas, mulheres e festas como se observa repetidamente nos videoclips de Hip Hop americano. O movimento foi criado como resposta à descriminação, como tentativa de escape de uma vida com a qual não concordamos, foi criado com o fito de criticar e provocar os aspectos conrompidos da sociedade e para mostrar a perspectiva, o ideal de vida de alguém. E em Portugal ainda se vêem estas características, ou seja alguma da pureza original, embora a comercialidade e o negócio começe já a invadir aqui e ali o movimento "tuga". E as editoras são as principais culpadas desta invasão. Só se promove o que vende, nunca o que é verdadeiro. Por isso os nossos mc's e dj's (quem rima e quem faz os instrumentais, respectivamente) são quase todos também produtores e membros integrantes de editoras por eles criadas. O grande Fuse aconselha e bem: Para quê dar 3 contos por um cd da moda, existem nos esgoto maquetes que batem como droga!Assim, a venda de cd's do nosso Hip Hop português a sério está reduzida a duas ou três lojas em Portugal, fora os poucos que tiveram a sorte de ser apoiados. Lembro-me dos MinD Da Gap, que tanto fizeram pelo nosso movimento e conseguiram obter o merecido reconhecimento. Sei que não é fácil gostar de Hip Hop, como diz o Presto dos Mind Da Gap, Ninguém canta, Niguém toca instrumentos, Graffit e BreakDance, Que estranhos comportamentos, mas penso que quem tiver uma mente aberta e ouvir os artistas certos decerto encontrará o seu valor. Estes "poetas de Rua" como são repetidamente apelidados merecem os nossos aplausos. O Samuel (Sam the Kid) diz Porqué é que ninguém dá o valor que merece a rima, só unidos é que isto vai para cima.
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E o Big Brother começou outra vez. Uma inicativa original da TVI. Nem vi a entrada dos novos palhaços, não estava em casa... Acho que vou agora ao site.. É que para esta edição José Eduardo Moniz promete fazer algo que parecia impóssível: incentivar mais desavenças com regras idiotas, incentivar o aumento de sexo entre residentes, já que a maior parte tem idades bastante jovens e são , imagino eu, todos bonitinhos e ocos, enfim baixar ainda mais o nível.
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Outra hilariante. O chefe da polí­cia de Bagdad diz que ele e os seus capangas controlam com relativa facilidade o calmo dia-a-dia da capital iraquiana. Uma forma ligeira de encarar as mortes e atentados que acontecem todos os dias em Bagdad, até mesmo nas artérias principais da cidade. Mas devemos ser nós a exagerar, porque nos instantes seguintes um capitão qualquer das forças americanas, refere, confiante, que apenas diz aos seus soldados para estarem alerta e atentos. Se o fizerem serão quase nulas as hipóteses de sofrerem qualquer tipo de acidente menos desejável, tipo morrer como os cerca de 70 desatentos que já morreram depois do conflito armado acabar. Claro que o clima que se vive em Bagdad é assim, livre e despreocupado, nós é que pomos a cabeça a funcionar quando ouvimos notí­cias do tipo jornalista foi abatido por americano por este último pensar que era um iraquiano como uma sniper. Pomo-nos a pensar e erradamente achamos que eles estão cheios de medo e já atiram se simplesmente ouvem uma ave a levantar voo nas suas costas. Nós é que estamos errados. Como diz Rumshfeld, o que é preciso é ter calma, porque tudo vai acabar pelo melhor. A retirada das tropas americanas está completamente fora de questão! É claro que ele deve ter o seu filhinho bem longe de qualquer ataque de um fanático (ou serão os americanos os maiores fanáticos que existem? Fanáticos por controlo e poder?). Gostava de ter visto a cara das mães e pais que perderam os filhos durante esta ocupação quando ouviram o assunto ser tratado com aquela ligeireza. Mas se calhar estou errado de novo.
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Mas é verdade, ler os jornais fornece-nos um leque imenso de informação. Agora que estou mais atento aos ditos cujos, descobri que 49% das notas de 5 e 10 euros têem vestígios de cocaína. É verdade. É que as notas são utilizadas para os consumidores snifarem o referido produto. Este resultado provém de um estudo pedido pelo próprio Expresso, e utilizaram notas da zona ribeirinha de Lisboa. Um bom local de estudo também. O que acontece é que as notas de euro possuem fibras de algodão que retêm facilmente os cristais de cocaína e acabam por propagar a outras notas, que embora inocentes acabam por apanhar por tabela. E existe um perito nesta área, na Alemanha. Pois é, o senhor Fritz Sörgel encontra cocaína em tudo o que é sítio, inclusivamente no Parlamento alemão, onde encontrou vestígios de cocaína em 23 das 28 casas de banho que analisou. O senhor Fritz analisou os dados recolhidos pelo Expresso e afirmou serem bastante realistas, pois "Portugal é um país de baixa contaminação". E eu a pensar que era preocupante! Segundo ele, em Agosto de 2002, 90% dos euros em circulação estavam contaminados! Nesse mesmo estudo, Portugal ficou em 8º lugar com 0,583 microgramas por nota. A Espanha ficou num claro primeiro lugar, com uma impressionante marca de 335 microgramas por nota. Ora isto pode dar lugar a situações caricatas. Está um espanholito agarrado à referida substância e pede 30 euros de cocaína. Se pagar em notas de 5 euros, está a dar ao dealer para além do dinheiro 2010 microgramas de cocaína! Basta ao dealer recolher a cocaína das notas e voltar a vendê-la! Agora é que vai ser vê-los a enriquecer! Em Espanha o tráfico de droga poderá até estancar. Não é preciso mais droga, ela está toda nas notas! Aliás, tenho ouvido dizer que os traficantes de droga espanhóis estão agora interessados em material de laboratório! E isto para não falar dos inocentes cidadãos que, de forma incauta, respirem perto de uma nota, poderão ficar irremediavelmente pedrados, o que poderá conduzir à perda de empregos e relações amorosas. Imagino os bancos espanhóis! Os bancários todos pelo chão, incapacitados de fazer o seu trablho devido às maléficas notas ilícitas. Estas notas deviam ser proíbidas. São demasiado perigosas. A sério.

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