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sábado, janeiro 31, 2004

"- Queria um fino preto."
Uma frase inocente que pode levar a muito sangue. Tudo depende da entoação dada, porque "Queria um fino preto" é bem diferente de "Queria um fino, preto". Eu que não sou nada racista, antes pelo contrário, poderei ser um dia vítima de injustiças por causa do raio da entoação e do meu amor por cerveja preta. Tudo gira em volta da entoação. Tudo mesmo, até na poesia.
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quinta-feira, janeiro 29, 2004

Agora uqe já se sabem as nomeações para os Óscares, vou tentar adivinhar os vencedores. Eheh! Mas na tamanha palhaçada que 90% das vezes são os vencedores destes prémios, não prometo adivinhar. Não é que eu seja propriamente um cartomante, mas nestes casos nem um Oráculo. Denzel Washington? Melhor Actor? Adiante...
Quando uma pessoa tenta acertar nos vencedores dos Óscares não pode só pensar em quem merece, isso já se sabe. Por isso vou voltar a usar o termo adivinhar os vencedores, parece-me muito mais correcto. Pareço o Luís de Matos a adivinhar o resultado do jogo de inauguração do Estádio do Dragão. Já não basta vê-lo quase todos os dias na rua a passear o cão e a ir ao café (sim, moro em Coimbra), como ainda se tem de o aturar a fazer macacadas pelo estádio. Enfim. Aí vai a minha aposta:

Melhor Filme - óbvio, Senhor dos Anéis, o Regresso do Rei
Melhor Realizador - espero que óbvio também, Peter Jackson. Pela saga maravilhosa que realizou, merece o óscar a abrilhantar o seu poderoso final
Melhor Actor Principal - Sean Penn, em Mystic River. É arriscado, pois não estou a ir pelas regras que teorizei em cima, mas à quarta vai ser de vez e Sean Penn vai ganhar o seu mais que merecido óscar, dizendo mal daquilo tudo ou não.
Melhor Actriz Principal - Charlize Theron. Bem, ela é absolutamente linda, isso não se discute.
Melhor Actor Secundário - 21 gramas é um filme fabuloso e Benicio Del Toro está fantástico.
Melhor Actriz Secundária - Marcia Gay Harden, Marcia Gay Harden, Marcia Gay Harden!
Filme animado - Finding Nemo, embora não goste de filmes de animação
Melhor Filme estrangeiro - Não percebo a não nomeação da Cidade de Deus, que por acaso é um dos melhores filmes que vi na vida, se o Fernando Meireles até está nomeado para melhor realizador. Mas pronto, eles é que sabem. Não me pronuncio, não vi os filmes em questão.
Melhor Argumento original - Toda a gente anda louca por ela e pelo seu filme. Sofia Coppola e Lost in Translation
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No outro dia, chegou-me a notícia de mais um acidente provocado por um velhote em sentido contrário numa estrada de Portugal. É deveras impressionante o número de acidentes que se têem dado ultimamente nestas circustâncias e quase todos motivados por condutores de uma idade já bem avançada. Tirando o facto de não me entrar muito bem na cabeça como é que alguém pode cometer um erro tal, que entre em contra-mão numa estrada e não note, o caso é muito estranho.

-Ai ò Maria, a este andar vamos chegar a casa do nosso filhinho lá para as 5 horas...
-Pois é António, pois é.
-Ai ai ai. Maluco! Viste? Aquele carro ia em contra-mão! Ai ai ai. Outro em contra-mão! Isto é inadmissível!!
-Cuidado António, vêm aí mais 3 em contra-mão!!!
PUM!

Ou as coisas se passam com a ingenuidade retratada neste excerto, ou estamos perante uma conspiração levada a cabo pelos velhotes de Portugal. As suas reivindicações podem ser muitas, mas o seu grande propósito é causarem o sofrimento naqueles que os consideram inaptos para conduzir e vingar assim a sua velhice. Porque envelhecer não é fácil, digo-vos eu que tenho 19 anos! Eu copreendo os pobre velhinhos a pensarem que vão morrer, que ninguém lhes liga, ninguém lhes dá valor, todos pensam que são uns inúteis e vai daí que se revoltam e formam esta estranha seita dos carros em contra-mão.
Depois de ter descoberto que o Hugo Viana e o John Cusack eram a mesma pessoa, esta é a segunda vez que o nome do blog tem uma mínima lógica. Ou não, ou não...
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quarta-feira, janeiro 28, 2004

Acontecem coisas muito estranhas quando se pede alguma coisa numa loja ou café. De certeza que todos temos histórias, a maior parte delas sem interesse nenhum e de relevância totalmente nula. Só mesmo eu para me lembrar de tal coisa. Mas pronto, aqui vão algumas que me recordo:

Numa mercearia:
-Podia-me dar um isqueiro, se faz favor?
-Para quê?
-....

Num restaurante:
-Era uma coca-cola.
-De quê?
-....

Inscrição para melhoria de nota:
-Quando é que fizeste o exame?
-O ano passado.
-Então já não dá, tinha de ser este ano lectivo.
-Tipo, foi este ano lectivo, mas o ano passado.
-....

Sinceramente já não me lembro de mais. Queria por mais algumas. Assim é que o post ficou mesmo sem jeito nenhum. Mas pronto, não me parece que vão chorar por isso. Digam vocês alguma coisa que vos venha à cabeça.
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Toda a gente conhece o Internet Relay Chat, vulgo irc. De vez em quando dou lá uma saltada, no sentido figurado claro. Pois, porque imagino que quem lê o meu blog não deve ser muito conhecedor do mundo da Internet, senão iam ler o Pacheco Pereira, divertir-se realmente no Gato Fedorento e por aí fora. Por isso, poderiam mesmo pensar num verdadeiro salto para o computador, o que vos asseguro, desde já, não acontecer.
Pois estava eu a dizer, que há uma coisa que me mete impressão. Imaginem:

(MiúdaGira) ui, ehs tao kido!!!!
(Beto69) e tu ehs linda nina! *********
(MiudaGira) kem me dera k tiveces aki
(Joaozinho) ya e o slb foi roubado men
(JuveLeo) dass. ehs doido pa.
(Beto69) vem ter cmg linda
(Rasteirinho) ja volto. vou cagar

Não entendo. E quem diz "cagar", diz "mijar" ou que mais seja, sei lá. Será que essas pessoas pensam realmente que os outros querem saber das suas necessidades fisiólgicas? Imaginaria o "Rasteirinho" (Os nomes foram trocados para garantir a privacidade!) num recanto escuro da sua mente, que eu e as outras pessoas do canal queríamos saber que ele se ia ausentar por breves minutos (ou não), para libertar os seus excrementos? É que se calhar pensava. Mas pronto, ao menos esclarecemos aqui as coisas!
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terça-feira, janeiro 27, 2004

Comprei o Integral do João César Monteiro. Não vou discutir a sua genialidade ou falta dela, pois tanto me mete nojo os pseudo-intelectuais amantes incondicionáveis da "Branca de Neve", como aqueles que os encontram em todo o lado, a tentar disfarçar a sua própria ignorância ou insensibilidade. Eu gosto bastante do João César Monteiro e ponto final.

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Um pessimista é um optimista informado. Ora aí está uma daquelas frases feitas que toda a gente acha muita piada.
Eu não sou pessimista, mas sou informado (pelo menos minimamente informado, pronto). Logo, sou um optimista informado. Mas não sou pessimista. Não sei se estão a perceber onde isto tudo falha.

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Fui ver um filme, "Intacto". Vencedor do Fantasporto e de muitos outros prémios. Foi excelente, realmente excelente.
Mas o que me causou espécie foi o número incrível de estrangeiros presentes na sala do Teatro Gil Vicente em Coimbra. É que mais de metade do raio da sala era estrangeira. Italianos então era por demais. Eu já os tenho visto a vaguear pela Universidade, estudantes do projecto Erasmus ou lá o que é.
Mas uma pergunta não me sai da cabeça. Sendo eles italianos, o filme espanhol e as legendas portuguesas, qual terá sido a decisão deles? Tentar perceber o espanhol ou as legendas portugas? Que grande dilema terá passado na cabeça dos incautos italianos que tentavam apenas uma pequena distracção nocturna. Já os imagino a pensar:
-Hmm, será que devo ler as legendas? Não as entendo! É melhor tentar ouvir! Hmmm, também não entendo. Vou passar a tentar as legendas outra vez... - E por aí adiante.

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segunda-feira, janeiro 26, 2004

Agora toda a gente tem a mania que faz Stand-Up Comedy. A palavra está na mais alta das modas e não falta quem tente ter piada. Poucos são os que conseguem. Querem ver eu a tentar? Aviso que não tem piada, leiam as linhas abaixo por conta e risco próprios!

Eheh. Esta última foi boa não foi. Eheh. Faz-me lembrar no outro dia. Disse para um amigo meu:
-Sabes o que era fixe nesta cena de andarmos a aprender a programar em Java? Fazer um programa para matar betos nojentos?
-Ya, ya, era muito fixe.
-Imagina os betos com os seus cabelos a falar sobre as suas novas motas e tau, um tiro na cabecinha! E as betas a falçar sobre brinquinhos na PArfois e levarem repentinamente com um morteiro.
-Xiii. Deste-me um motivo para estudar para o exame de Programação.
Uns dias depois, encontro o tipo.
-Então o exame, correu bem?
-Pá, desisti a meio.
-Mas não estudas-te então? Nem com a ideia dos betos chacinados?
-Sabes, quando ia a começar a estudar tomei uma resolução. Tenho de ser mais tolerante pá!

Bem, ao menos avisei.

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domingo, janeiro 25, 2004

Miklos Féher (1980-2004). A vida é assim, ilógica, cruel.
Muito se vai discorrer na blogosfera. Mas quando vejo coisas semelhantes a esta, só pergunto onde está o suposto "Deus" no meio disto?
- Ai ele morreu tão jovem? É porque Deus o quer perto dele já. Ele tem as suas razões!
Digo-vos algo sobre Deus. Ou Ele é um grandessíssimo incompetente que criou isto tudo onde sobrevivemos com milhões de erros e é incapaz de o controlar agora, ou é mesmo um filha da mãe de um sacana.
Felizmente, sou ateu.
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Ainda não sei se o Fehér resistiu. Neste momento ainda há Fé (her). Que piada de mau gosto nesta altura de desespero, mas pronto.
Não estava a ver o jogo na televisão, acompanhava o relato do jogo no rádio pois estava em viagem para casa. Não sei qual a forma de receber a notícia mais chocante, mas senti naquele Peugeot um desepero e uma ânsia enormes. E desde já fiquem a saber, que o clube que mais detesto na minha vida é o Benfica.
Chego a casa, rumo à Internet para tentar saber todas as notícias e tomo contacto com as linhas de pensamento das várias classes de pessoas. Há os exageradamente ansiosos, que dificilmente estão a sentir o que as suas palavras pressupõem, há os oh-eu-nem-o-conhecia-por-issso, há os se-não fosse-jogador-de-futebol-ninguém-ligava, há quem diga que o que está a constrangir as pessoas é a consciência da fragilidade humana, há os verdadeiros benfiquistas, os verdadeiros seres humanos, verdadeiramente desesperados e sinceramente ansiosos pela vida do jovem húngaro.
Uma vida está em jogo. Caso se verifique o pior, não será a única que desapareceu injustamente neste dia 25 de Janeiro de 2004. Mas se não sentirmos alguma compaixão por algo que entrou pela nossa casa, pelo nosso carro, pelo café onde víamos a bola de forma cortante e dilacerante como que a quebrar a nossa confortante rotina, sentiremos compaixão porquê? Sinceramente, não sei.
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sábado, janeiro 24, 2004

Sabem o que eu vos digo, O que nasce direito, mais tarde ou mais cedo, entorta-se. Parece-me bastante mais acertado que o antigo provérbio. É que se algo nasce desde já torto, é óbvio que endireitar-se vai ser muitíssimo complicado, toda a gente sabe isso. Imaginem a Torre Pisa por exemplo. Velha como ela é e continua tão torta como sempre. Este é um grande problema dos provérbios, qualquer miúdo de 12 anos poderia pensar e teorizar muitos deles. E mesmo assim, somos bombardeados com os ditos cujos, que constantemente nos torvam o raciocínio de irritação.
Ora por isso decidi inovar este provérbio. O que nasce direito, mais tarde ou mais cedo, entorta-se. Estou contente com a minha obra. Não sei, parece-me bem mais profundo, mais caótico, mais desesperante, mais modelador de massas e consciências. Não acham? Eu acho.

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Sinceramente há coisas que me irritam. Eu tento ser uma pessoa calma, paciente, até tolerante, mas é-me impossível. è se há coisa que me enerva são aqulas expressões que toda a gente usa, sem nunca pensar o porquê delas. No outro dia viram-se para mim e dizem:
- Olha, umas vezes tem-se sorte, outras vezes tem-se azar!
Eu páro, fico a olhar vagamente para a pessoa em questão. E disse:
- Sabias que vão aumentar o preço do tabaco? Pois é.
E agora pergunto-vos a vocês que raio de sentido tem esta frase "umas vezes tem-se sorte, outras vezes tem-se azar!"? Eu não entendo. Não tem jeito, não tem conteúdo, não tem nada. Umas vezes tem-se sorte outras vezes azar? Tentando analisar o inanalisável, podemos ver este grave problema de duas maneiras: Um - acreditarmos realmente que a nossa vida é regulada por sorte ou azar, ou Dois - Deixarmo-nos de patetices e assumirmo-nos responsáveis e condutores da nossa própria vida.
Se estiverem dentro da hipótese Um, a frase é estúpida por ser óbvia. É claro que se chove, não está a chover. A lógica bivalente diz-nos que dois acontecimentos contrários não podem ocorrer simultaneamente. Logo, se temos azar não temos sorte. Se não temos sorte, temos azar.
Claro que se formos inteligentes e responsáveis, desligamo-nos de questões de sorte e azar e lutamos para ser alguém forte em determinado campo da nossa vida. Evitamos assim que o chamado "azar" nos venha por em maus lençois ou esperar eternamente que a "sorte" nos bafeje.
Por isso, não consigo ouvir "umas vezes tem-se sorte, outras vezes tem-se azar!" Dá-me asco, fico zonzo, imóvel, não sei. Uma frase tão ridícula e insignificante, mas tão carregada de derrotismo e contra humanismo. Até faz doer a alma. Só não vê quem não quer.
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Voltei. Não sei se para melhor, se para pior ou se para vos encher com mais do mesmo, mas voltei. Não chorem, ao menos. Por favor...

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